quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dzi Croquettes!

Marcela Benvegnu

Contei os dias para poder assistir "Dzi Croquettes", um filme de Raphael Alvarez e Tatiana Issa. Fiz contagem regressiva. Estava louca para ver e rever as coregrafias de Lennie Dale (1934-1994) e constatar mais uma vez como esse grupo foi importante para a emancipação da liberdade dos indivíduos de uma época, e como eles foram capazes de projetar um estilo de dança por vezes e sempre marginalizado: o jazz dance. 

Quando comecei a pesquisar a história do jazz no Brasil e "me encontrei" com Lennie (foto ao lado) foi amor a primeira vista. Eu queria ver e ouvir tudo o que existia sobre o grupo e sobre ele. Nunca soube se Lennie era um corpo que dançava, ou a dança em forma de corpo. 

Talvez eu nunca saiba.  
O filme começa com a sua voz ("And one, and two, and three, and four. That´s right children!") e ela já toma conta do corpo inteiro do expectador. As imagens, fotos e depoimentos que sucedem a obra, são um convite à história do jazz dance no Brasil. 

Permeado por depoimentos de ex-Dzi (dos 13 só restaram 5) e de figuras como Luis Fernando, Liza Minelli, Claudia Raia, Marília Pera, Ney Matogrosso, Nelson Motta, Gilberto Gil, Miguel Falabella, e outros, o filme narra de forma clara a importância do grupo no movimento da contracultura brasileira da década de 70, época em que o trabalho do Dzi não ganha somente as páginas dos jornais brasileiros, mas do mundo.


O Dzi Croquettes formado por Wagner Ribeiro, Lennie Dale, Cláudio Tovar, Cláudio Gaya, Ciro Barcellos, Bayard Tonneli, Rogério de Poli, Carlinhos Machado, Paollete, Roberto Rodrigues, Eloy, Bene, Reginaldo, foi  um grupo que transformou medo em liberdade e estranhamento em alegria. Rever esse movimento hoje na tela do cinema, é um privilégio. É ter aula de história em cores. Apesar de um pouco longo e repetitivo, o documentário (cartaz ao lado) é imperdível. 

Vejam o trailler em 
http://il.youtube.com/watch?v=Otch5bIi8L8&feature=related 
e corram para o cinema.

domingo, 18 de julho de 2010

SPCD no Cinema

Com direção de Evaldo Mocarzel (foto|crédito: divulgação Paulínia Cultura) "São Paulo Companhia de Dança", exibido ontem, às 18h30, no Paulínia Festival de Cinema é um convite aos olhos. Não posso escrever muito porque é diferente quando você conhece intimamente sobre o tema principal que o outro se debruça, conhece um pedaço da sequência, sabe como aquele ou este passo é complicado, sabe como as pessoas se doaram e se doam para que o todo seja realizado. Fato é que no filme, nos reencontramos. Assim, ele é todo verdade.

Reproduzo aqui trechos do texto de Celso Sabadim, para o Cineclick (UOL):

A boa notícia é que São Paulo Companhia de Dança, apresentado no sábado (17/7) no Festival de Paulínia, é encantador. Durante 30 dias, Evaldo e sua equipe acompanharam de perto todo o processo de criação do espetáculo Polígono, de Alessio Silvestrin, montado pela Companhia de Dança que dá nome ao documentário. Entrevistas como o coreógrafo? Depoimentos sobre como a vida de bailarino é difícil? Pais e mães contando sobre o cotidiano de seus filhos/artistas? Nem pensar! O filme é totalmente visual e sensorial. "A palavra aqui não é nem coadjuvante; eu diria que é acidental", diz o cineasta.

São pouco mais de 70 minutos de um belíssimo desfile de imagens e sensações onde o corpo humano é ao mesmo tempo objeto e ação. Com luz primorosa e montagem nunca menos que brilhante. Na apresentação de seu filme aqui em Paulínia Evaldo disse que brigou várias vezes com seu montador, que chegou a abandonar o projeto três vezes. Valeu a pena: está na edição/montagem do filme um de seus maiores trunfos.
São Paulo Companhia de Dança segue a linha contemplativa, intimista e reflexiva do também belíssimo Quebradeiras, do mesmo diretor. Tanto neste como naquele, Evaldo abandona a fala, o verbal, para apostar suas fichas e apontar suas lentes para o vislumbre visual que - de fato - enche os olhos. Mesmo porque "o cinema e a dança são duas artes que podem prescindir da palavra", diz o cineasta.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

São Paulo Companhia de Dança

 Tchaikovsky Pas de Deux, de George Balanchine | The George Balanchine Trust 2010 | Crédito: Reginaldo Azevedo

É o "fim do planeta" eu trabalhar na São Paulo Companhia de Dança e nunca postar nada por aqui. 
Então se ligue na agenda da SPCD nas próximas semanas. Vale a pena estar com a gente! Dúvidas: comunicacao@spdc.com.br

De 12 a 15 de julho tem Oficina Intensiva de Dança Clássica com Bóris Storokjov, na sede da SPCD. As vagas estão esgotadas. Se ligue no site da Companhia www.saopaulocompanhiadedanca.art.br que em breve tem novidades por aí.

Dia 13 tem Espetáculo Aberto para Estudantes no Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, às 16h. O espetáculo no Festival de Inverno está marcado para, às 21h. No repertório: Serenade, de George Balanchine e Gnawa, de Nacho Duato.

Dia 17 aqueles que estiverem no Paulínia Festival de Cinema devem conferir às 17h30 o lançamento do filme São Paulo Companhia de Dança, de Evaldo Mocarzel. Imperdível. 

Dia 18, em Indaiatuba, no encerramento do Passo de Arte 2010, Paula Penachio e Norton Fantinel interpretam Tchaikovsky Pas de Deux, de George Balanchine.

Dia 27 vale a pena conferir o último depoimento público da série Figuras da Dança 2010, com Sônia Mota. A atividade acontece às 20h, no Teatro Franco Zampari. A entrada é gratuita. 

Prestigie!

Revista de Dança

Queridos amigos e seguidores do Tudo É Dança, Escrevo hoje para dividir com vocês todos, que dançam comigo aqui durante todos esses anos, ...