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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Congresso de Jazz Dance | Terceira edição

Marcela Benvegnu


Se você ainda não foi, tem que ir. Se foi com certeza vai querer ir novamente. A terceira edição do Congresso Internacional de Jazz Dance no Brasil acontecerá em Indaiatuba, de 21 a 24 de abril. Neste ano um trio de professores internacionais e mais quatro professores brasileiros prometem quatro dias total de imersão a este gênero de dança. Eles são: Rose Calheiros, da Alemanha, que programou aulas de Latin Jazz ao som de música brasileira; Josh Bergasse, que vem pela segunda vez, direto da Broadway Dance Center, de NY, com o melhor do Musical Theatre, e Derek Mitchell, que acabou de coreografar Se Ela Dança, Eu Danço 3 e é coreógrafo do So You Think You Can Dance. Dereck vem ao Brasil com exclusividade para o Congresso!

O quarteto de professores brasileiros é formado pela talentosa Marly Tavares, ícone de jazz dance no Rio de Janeiro, por Erika Novachi, que ministrará aulas de lyrical jazz, Luis Coelho que traz ao evento uma aula teórica sobre iluminação cênica e Ronnie Kneblewsi, com técnica vocal com ênfase em Teatro Musical.

Para completar a programação ainda teremos o Por Falar em Jazz, em que será possível conhecer mais sobre a carreira de Marly Tavares e Rose Calheiros; a Mostra Avaliada de Jazz Dance, na qual os professores internacionais tecem comentários sobre os trabalhos apresentados e também a mostra de trabalhos científicos, em que pesquisas que tem como foco principal o jazz dance são apresentadas.

Metade das vagas já foram preenchidas.... Corre para pegar a sua e entrar no mundo do Jazz Dance no seu feriado de Páscoa!

Acesse www.congressodejazzdance.blogspot.com

Espero vocês lá!

domingo, 29 de agosto de 2010

Emoções Baratas

 Marcela Benvegnu
Emoções Baratas: novo elenco, mesmo sabor | Foto de Luis Tripolli | Divulgação

...Há uma semana fui a convite do meu amigo Leandro dos Anjos assistir Emoções Baratas, de José Possi Netto, com direção musical de Guga Stroeter, no Estúdio Emme, em Pinheiros aqui em São Paulo. Ouvia até então burburinhos da montagem que explodiu na cidade nos anos 80 e pensava como poderia ser essa peça-musical-dança-teatro que tanto falavam e unia o jazz dance com o jazz music. 
Fui. E adorei. A big band que revisita o jazz de Duke Ellington é excelente, assim como as cantoras Bibba Chuqui e Karin Hils,que trazem à cena 29 canções. O elenco de bailarinos faz com que você também queria se movimentar na cadeira. Isso quando um deles não aparece e te toca, quase te convida para algo que não se pode desvendar na cena. A movimentação jazzística aparece forte no corpo dos intérpretes e e até causa um certo estranhamento, tamanha confusão que o estilo nos provoca (e nos coloca) hoje. 
Vale lembrar que no elenco de bailarinos original estavam Rui Moreira, Suzana Yamauchi,  Ana Mondini e outros e a peça é dedicada a todos os profissionais envolvidos na montagem de 1988. 
Recomendado.

PARA VER - Emoções Baratas, no Estúdio Emme (avenida Pedroso de Morais, 1.036, Pinheiros). Tel: 2626-5835. 5,ª, 21h; 6.ª, 21h30; sáb. 21h; dom. 19h. | Ingressos cusam entre R$ 50 e R$ 80. A montagem pode ser vista até dia 31 de outubro.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Dzi Croquettes!

Marcela Benvegnu

Contei os dias para poder assistir "Dzi Croquettes", um filme de Raphael Alvarez e Tatiana Issa. Fiz contagem regressiva. Estava louca para ver e rever as coregrafias de Lennie Dale (1934-1994) e constatar mais uma vez como esse grupo foi importante para a emancipação da liberdade dos indivíduos de uma época, e como eles foram capazes de projetar um estilo de dança por vezes e sempre marginalizado: o jazz dance. 

Quando comecei a pesquisar a história do jazz no Brasil e "me encontrei" com Lennie (foto ao lado) foi amor a primeira vista. Eu queria ver e ouvir tudo o que existia sobre o grupo e sobre ele. Nunca soube se Lennie era um corpo que dançava, ou a dança em forma de corpo. 

Talvez eu nunca saiba.  
O filme começa com a sua voz ("And one, and two, and three, and four. That´s right children!") e ela já toma conta do corpo inteiro do expectador. As imagens, fotos e depoimentos que sucedem a obra, são um convite à história do jazz dance no Brasil. 

Permeado por depoimentos de ex-Dzi (dos 13 só restaram 5) e de figuras como Luis Fernando, Liza Minelli, Claudia Raia, Marília Pera, Ney Matogrosso, Nelson Motta, Gilberto Gil, Miguel Falabella, e outros, o filme narra de forma clara a importância do grupo no movimento da contracultura brasileira da década de 70, época em que o trabalho do Dzi não ganha somente as páginas dos jornais brasileiros, mas do mundo.


O Dzi Croquettes formado por Wagner Ribeiro, Lennie Dale, Cláudio Tovar, Cláudio Gaya, Ciro Barcellos, Bayard Tonneli, Rogério de Poli, Carlinhos Machado, Paollete, Roberto Rodrigues, Eloy, Bene, Reginaldo, foi  um grupo que transformou medo em liberdade e estranhamento em alegria. Rever esse movimento hoje na tela do cinema, é um privilégio. É ter aula de história em cores. Apesar de um pouco longo e repetitivo, o documentário (cartaz ao lado) é imperdível. 

Vejam o trailler em 
http://il.youtube.com/watch?v=Otch5bIi8L8&feature=related 
e corram para o cinema.

terça-feira, 31 de julho de 2007

Que jazz é esse?


Marcela Benvegnu

Apesar de na noite competitiva de quinta-feira, os locutores não terem explicado o significado do estilo do jazz dance, que concorria na categoria conjunto sênior e júnior e dividiu a noite com o balé clássico de repertório (variação feminina sênior, masculina avançada e conjunto avançada) é preciso começar por aqui. Pois a definição desta forma de dança, talvez seja capaz de clarear o olhar do espectador.
A expressão jazz dance nos remete a imagens de ritmos, bamboleios, corpos livres e improvisações de extrema liberdade. É uma dança negra que com o passar do tempo começou a se adaptar às características técnicas conhecidas na época derivadas dos bailes africanos e já modificadas pelos brancos. O jazz tem como principais características uma dança que usa o isolamento de partes do corpo que se movem separadamente seguindo o mesmo ritmo – swing-; movimentos rítmicos sincopados; uso da polirritmia - combinação do corpo em vários ritmos diferentes e o uso correto do centro de gravidade deste corpo que dança.
A noite foi pontuada por trabalhos interessantes, como “Dream Girls”, de Fernanda Araújo, para o Laboratório da Dança de Santa Bárbara D´Oeste. Seu cenário – que ainda bem que fugiu das saias e panos – foram quatro espelhos, que dançavam com as bailarinas (que usavam sapatos de salto, estilo chorus line) e que eram multiplicadas em cena. “Um Cangaço Diferente”, de Iolanda Hanh, de Camboriu, para o Grupo de Dança Kaiorra também inovou. Ao som de uma colagem musical com Elba Ramalho e Zé Ramalho o grupo estava muito bem ensaiado e eles foram capazes de dançar até sentados em uma escada.
Não há como negar que a noite de anteontem foi melhor do que quando as coreografias da categoria avançada se apresentaram, mas o jazz ainda pode muito mais. O estilo sempre emocionou o público do Festival de Dança de Joinville, sempre fez o coração das pessoas baterem mais forte, mas isso não vem acontecendo este ano. Vale a pena refletir sobre que jazz é esse para a próxima edição.
Na outra bateria, o balé clássico de repertório, se viu trabalhos virtuosos, porém, como haviam muitos trabalhos selecionados, a primeira parte da competição foi muito longa e contabilizou 2h20 de duração. Quando começou a bateria dos conjuntos – a mais longa de todas – o público já estava cansado e com frio, tanto que muitas pessoas foram embora durante o intervalo. Mas entre “congelados” e cansados foi possível aplaudir a Companhia do Conservatório (RJ), uma das mais premiadas nesta edição do festival, com a impecável “Raymonda”, de Marius Petipa (1822-1910), remontada por Jorge Teixeira. O grupo que concorreu na categoria conjunto avançada tinha um cenário bem adaptado, intérpretes sintonizados e uma solista pra lá de exuberante.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Broadway: Circuito de Produção


A dança negra apareceu na Broadway por meio de apresentações esporádicas em 1883, mas só depois da estréia da primeira ópera folclórica “Porgy and Bess”, escrita por George Gershwin e estreada em 1935, que ela passou a conquistar os nova-iorquinos e teve lugar ao lado dos brancos no circuito Broadway. Isto não quer dizer que os brancos se desinteressaram por uma música dos negros do sul, ao contrário, foram muitos os artistas que ficaram interessados em criar uma certa plasticidade e um certo suingue das possibilidades coreográficas que apontavam as características do jazz dance. A comédia musical para a televisão nasceu ao mesmo tempo, que o cinema deixou de ser mudo — o primeiro filme sonoro da história foi “The Jazz Singer” (1927) — e sua aceitação foi tão grande que fez com que a indústria cinematográfica recuperasse atores, bailarinos, músicos, cenógrafos e coreógrafos, que estavam atuando nos teatros. O fenômeno mais importante desta época, foi a influência direta do jazz tanto no que se refere a música e no que se refere a dança nos ambientes teatrais e musicais de Nova York. O jazz dance deu a dança americana novas perspectivas coreográficas dentro das quais não se pode esquecer que sofreu influências da dança clássica. Durante os anos vinte, a Broadway se beneficiou muito desse avanço da qualidade técnica dos intérpretes e muitos coreógrafos que estavam acostumados a criar trabalhos na linha clássica passaram a realizar musicais como Jack Cole, Jerome Robbins, George Balanchine e Bob Fosse. Bailarinos como Fred Astaire, Cyd Charisse, Mikhail Barishnikov, Leslie Carol, Bill “Bojangles” Robinson e outros convertiam o sapateado das ruas em um espetáculo elegante e de grande êxito popular.A verdadeira época de ouro da Broadway se deu depois dos anos 40, com coreografias de Jack Cole — aluno de Ruth St.Denis — e foi responsável pela fusão do jazz com outros tipos de rituais e Agnes de Mille, que coreografou “Rodeo” (1942) e “Oklahoma!” (1943). Em 1945 Michael Kidd coreografou “On Stage!”, depois surgiu Jerome Robbins que foi sem dúvida a revelação da comédia musical nos Estados Unidos com “West Side Story” (1957), seu grande marco na história do jazz dance.Porém, na verdade quem revolucionou as coreografias modernas e a comédia musical a partir de 1960, num período onde não parecia haver mais invenções foi Bob Fosse, criador de “Cabaret” (1972), “All That Jazz” (1979), e “Chicago”, tanto que até hoje esses trabalhos são remontados, e tudo, nasceu em um mesmo cenário, a Broadway, que sem dúvida até hoje, é a mais importante produtora de musicais do mundo.

Thank you, Dance!

by Judy Smith "