sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

"Pedrinho Luz" estréia em SP


Marcela Benvegnu

Apesar de ser um projeto de dança piloto do programa Fábricas de Cultura, a montagem “Pedrinho Luz”, que será apresentada este mês em alguns CEUs e em fevereiro no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, vem rendendo bons frutos. Pelo menos no que diz respeito à consciência corporal e, sobretudo, à popularização e (in)formação sobre dança. Não importa se os 42 jovens do projeto, com idades entre 14 e 19 anos que vivem em áreas de risco, serão ou não bailarinos. O mais importante é ressaltar que pelo menos neste período, o corpo e a vida destes cidadãos foram continuamente transformados.

Com direção de Susana Yamauchi — que em 1997 coreografou o célebre “Plenilúnio” para o Balé da Cidade de São Paulo, companhia que completa 40 anos em 2008 —, “Pedrinho Luz” é uma adaptação de “Petrouchka”, balé de Michel Fokine (1880-1942), com música de Igor Stravinsky (1882-1971), que foi montado pela primeira vez em 13 de junho de 1911 pelo Ballet Russo de Diaghilev. “Pedrinho Luz” é ambientado no Carnaval, época em que se desenrola um triângulo amoroso entre Pedrinho, um marionete que ganha a vida por obra de um mago, e as bailarinas Rita e Átila.

PROJETO — O projeto conta com o auxílio do diretor de teatro Márcio Aurélio, da crítica de dança Inês Bogéa, do artista circense Marco Vettore e do percussionista e diretor musical Ari Colares, além de uma equipe de 12 profissionais em cada distrito onde as atividades são realizadas. Os participantes de “Pedrinho Luz” recebem ajuda de custo de R$ 50 por mês.

A secretaria investirá US$ 30 milhões no programa até 2010. Os recursos serão aplicados na construção de unidades nos bairros de Jaçanã, Jardim São Luís, Vila Brasilândia, Sapopemba, Capão Redondo, Vila Nova Cachoeirinha, Vila Curuçá, Cidade Tiradentes e Itaim Paulista. As instalações terão salas de ensaio, auditório, biblioteca e outras dependências nas quais os jovens poderão desenvolver suas atividades artísticas e culturais.

PARA VER — “Pedrinho Luz”, amanhã e domingo, no CEU Casa Blanca, no Jardim São Luís. Dias 19 e 20, no CEU Vila Curuçá, no Jardim Miragaia, e dias 26 e 27, no CEU Paz, no Jardim Paraná. Todas as apresentações nos CEUs acontecem às 16h. No Teatro Sérgio Cardoso (rua Barbosa, 153), dias 15, 16, 17, 22, 23 e 24 de fevereiro. Sextas e sábados às 20h e domingos, às 18h.

Crédito da imagem: Tuca Vieira

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

De todos os cheiros


Marcela Benvegnu

Se você não sabia qual espetáculo assistir no mês de janeiro, já tem uma boa opção: “Lavanda”, de Lu Brites, reestréia no dia 15 de janeiro, às 21h, no Espaço Parlapatões, em São Paulo. O solo da bailarina, atriz e coreógrafa apresenta quatro personagens femininas que têm seus estados emocionais associados à poética da água. O espetáculo foi contemplado pelo edital de apoio à pesquisa coreográfica da Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo.

A principal característica de “Lavanda” é o diálogo entre elementos do teatro, dança e vídeo, todos reunidos com o intuito de conduzir o espectador por uma narrativa não linear, mas concreta. A encenação combina delicadeza e humor por meio de uma dramaturgia fragmentada, que usa ainda o recurso de vídeo-dança para multiplicar a intérprete em cena: o vídeo “Lobotomia de um Coração” revela o estado psicológico de uma das personagens — uma secretária bilíngüe — ao se sentir oprimida no escritório em que trabalha.

Já o curta “O Jato” apresenta uma cena surrealista na qual uma adolescente é surpreendida por um jato d’água ao passar pela rua. Sobre o título, a coreógrafa diz que “lavanda é uma água de cheiro bom, uma essência de oferenda e que as quatro mulheres que evoca querem atravessar a grande água, em diferentes fases de vida, com diferentes anseios e prestes a mergulhar em jornadas profundas.” Com duração de 45 minutos, o trabalho é uma crítica ao estado de ressecamento da própria alma e do planeta.

Para esta montagem, Lu conta com a parceria de Claudia Missura (“Domésticas”, “O Avarento” e “Paixões da Alma”).

CARREIRA — Lu é formada em dança contemporânea pelo Diplome D’etad de France — Paris, fez treinamento em teatro físico com o diretor inglês David Glass, em Londres. Iniciou sua carreira como bailarina na Cia. Deborah Colker, participando dos espetáculos “Vulcão”, “Velox” e “Mix”. Integrou a Intrépida Trupe de Circo-Teatro e a Cia. Dani Lima de Dança. Ainda na dança, foi uma das artistas brasileiras premiadas pelo Programa Internacional de Residência Chantier en Construction, em Paris.

No teatro, participou das peças “Bacantes” e “Sertões”, dirigidas por José Celso Martinez Corrêa; no cinema atuou em “Nome Próprio”, de Murilo Salles, “Canção de Baal”, de Helena Ignes, “Falsa Loura” e “Equilíbrio e Graça”, ambos de Carlos Reichenbach e outros. Como coreógrafa participou dos espetáculos “Ópera Eletrônica Guarany”, “Um Minuto de Silêncio”, dirigido por Vadim Nikitim e Cacá Machado, “Ritmos do Brasil”, com a Cia. Brasileira de Sapateado, e outros.

Atualmente, interpreta a cantora Linda Batista nas filmagens do longa metragem “Últimos Compassos”, de Dimas de Oliveira

PARA VER — “Lavanda”, com Lu Brites. Dia 15 de janeiro, às 21h, Espaço Parlapatões (praça Roosevelt, 158), em São Paulo. Até 5 de fevereiro, às terças e quartas. Ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (estudantes, idosos e classe artística). Mais informações (11) 3258-4449.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Dance na www















Marcela Benvegnu
O mês de janeiro é bem diferente da agitação de julho, quando acontecem os maiores festivais de dança do país — Joinville, Brasília, Indaiatuba — e passa longe da programação de novembro e dezembro, quando a maioria das escolas de dança apresentam seus espetáculos de encerramento. Janeiro é mês de férias em escolas regulares e também companhias profissionais. Mas aqueles que quiserem se atualizar com as novidades do circuito do movimento podem navegar pela internet, o mundo da dança também está em suas páginas.
Dois dos endereços mais acessados pelos bailarinos e pesquisadores são o Idanca (idanca.net) e o Conexão Dança (conexaodanca.art.br). O site do Idanca — que está em férias até o final do mês — disponibilizou todo o seu arquivo para consulta e pesquisa. É possível navegar à vontade e acessar artigos, filmes, críticas e galerias. A agenda tem os eventos que foram enviados com antecedência e se você precisar conferir alguma programação será possível encontrar.
Os maiores pesquisadores em e de dança do país publicam seus artigos e comentários no Idanca — que tem versão em inglês. Se você ainda não conhece o site, vale a pena se cadastrar gratuitamente. Os organizadores do espaço, com coordenação de Sônia Sobral (leia Itaú Cultural), edição Nayse López e redação de Julia Lima, vêem no endereço a possibilidade do intercâmbio nacional e internacional sobre dança contemporânea. O projeto não tem fins lucrativos e é mantido pelo patrocínio da Petrobras — via Lei Rouanet.
O Conexão Dança se difere do Idança quanto à proposta. Eles falam sobre todas as manifestações e estilos, como sapateado, danças populares, folclóricas, hip-hop e outras. É possível ler as mais recentes matérias publicadas na mídia brasileira na sessão de notícias, conferir as audições — em janeiro o destaque é para a Cia. Jovem da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil —, ler artigos, saber sobre cursos de férias, editais, datas comemorativas, banco de projetos, e outros.
Agora se você já devorou esses endereços e seu vasto material, vale espiar os nacionais Quem Dança é Mais Feliz (geocities.com/quemdancaemaisfeliz/), Dança em Foco (dancaemfoco.com.br), Cia. Deborah Colker (ciadeborahcolker.com.br), All Dance (alldance.com.br), Vem Dançar Comigo! (vemdancarcomigo.com.br), Portal da Dança (dancas.com.br) e o site do FID — Fórum Internacional de Dança (http://www.fid.com.br/).

Tom da (e na) dança

Marcela Benvegnu

O termo suíte, de origem francesa, nasceu para denominar sequências de dança no período barroco. Porém, hoje, é empregado para designar uma organização de peças musicais, dispostas a formar um conjunto para serem tocadas sem interrupções. É isso que “Suíte Para Tom Jobim”, espetáculo que o Studio de Dança Christiane Matallo apresentou ontem e reapresenta hoje, às 20h30, no Teatro do Centro de Convivência Cultural de Campinas, propõe.

A montagem concebida em forma de sequências coreografias se une a música brasileira para homenagear Antônio Carlos Jobim (1927-1994), que completaria 80 anos de vida em 2007. Apesar de não estar mais presente, o maestro deixa à todos sua maior riqueza: a música, que no palco se transforma em dança por meio de coreografias de balé clássico, sapateado e dança contemporânea.

No espetáculo será possível ver e ouvir canções como “Wave”, “Forever Green”, “Querida”, “Samba de Maria Luiza”, “Favela”, “Água de Beber”, “Pato Preto”, “Surfboard”, “Lamento”, “Garota de Ipanema”, “Só Tinha de Ser Com Você”, “Passarim”, “Se Todos Fossem Iguais a Você”, “Piano na Mangueira” e “Águas de Março”. A maioria delas será executada ao vivo por instrumentistas — Vânia Lucas, Gilberto de Syllos e Mário Ferez — que esporadicamente dividem o palco com Paulo Jobim (filho de Tom), que também recheou o espetáculo com belas e inéditas histórias. “Suíte Para Tom Jobim” tem direção artística de Christiane Matallo — que além de sapatear irá cantar, tocar saxofone e piano.

BRASILEIRO — Antônio Carlos Jobim foi o compositor brasileiro mais famoso dentro e fora do Brasil na última metade do século 20. Inicialmente tocando como pianista se consagrou como compositor nos anos 50, ainda na fase das parcerias com Marino Pinto, Billy Blanco, Dolores Duran e Newton Mendonça. Ficou conhecido internacionalmente em 1961, quando “Desafinado” e “Samba de Uma Nota só”, haviam entrado nas paradas de sucesso norte-americanas. Com ele a bossa nova — que em 2008 comemora 50 anos — se estruturou e passou a ser conhecida em todo o mundo.

PARA VER —“Suíte Para Tom Jobim”, com o Studio de Dança Christiane Matallo. Hoje, às 20h30, no Centro de Convivência de Campinas (Praça Imprensa Fluminense, s/n, Cambuí). Ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada). Data, local e horário foram enviados pelos organizadores. Mais informações (19) 3232-4148.
Foto: Matheus Medeiros/JP

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Todos os olhares sobre o corpo

Coreografia ‘Sem’, de Fernanda Bevilaqua para o Uai Q Dança / Crédito: Beto Oliveira

Marcela Benvegnu, de Uberlândia

Desde segunda-feira, Uberlândia respira e reflete dança — ou melhor, corpo — em um dos mais importantes eventos do Estado de Minas Gerais, denominado Olhares Sobre o Corpo. Organizado pelo Uai Q Dança, — leia-se Fernanda Bevilaqua — a atividade que vai até domingo em diferentes locais e horários, tem como objetivo criar um espaço de trocas sobre corpo, lugar e modos de produção.
O evento conta com exibição de vídeos, palestras, espetáculos, workshops e debates.O espetáculo de abertura foi “Sem” — abreviação de Sempre Em Movimento — de Fernanda, para o Uai Q Dança, que foi concebido a partir de um interesse comum sobre as implicações da saudade e da ausência de algo, alguém ou lugar no corpo. Uma lista de saudades pessoais e cartas escritas à mão e enviadas por correio pelas intérpretes é o que aciona os impulsos corporais e a dramaturgia da cena. O elenco é formado por Clara Couto, Iara Schmidt, Luciane Segatto, Patricia Arantes e Patrícia Borges.
Na terça-feira, depois do espaço de trocas — no qual acontecem as palestras e bate-papos — foi a vez de “Um Diálogo entre o All Star e a Sapatilha”, de Aline Schwartz; na quarta, Juliana Penna apresentou “Fome Nto Me”, seguido de “Por Mim”, de Luciana Branco.
Ontem, os espetáculos tiveram sequência com “300 dpis”, de Aninha Reis, criada e produzida pelo projeto proposto por Wagner Schwartz, Transobjeto Coletivo em 2006. A performance teve como foco as possibilidades de inter-relação do corpo com objetos cotidianos e as mídias digitais.
Hoje, às 20h30, acontece o lançamento da Cartografia Rumos Itaú Cultural 2006/2007, com a participação de Sônia Sobral. A Cartografia inclui um livro com 20 textos separados em três partes — obras coreográficas, videodança e contextos — além de dois ensaios fotográficos. O material também acompanha uma série de DVDs com os registros das 25 pesquisas coreográficas contempladas na última edição do Rumos Dança, os cinco videodanças e um DVD com uma série de 27 entrevistas com os artistas.
Esse repertório de informação dá parâmetros para a leitura e compreensão de parte das questões que moviam artistas de dança contemporânea em 2006. A coleção é distribuída gratuitamente a instituições culturais, educacionais e de preservação da memória artística. Hoje serão exibidos os cinco videodanças, “Sensações Contrárias”, de Amadeu Alban; “FF”, de Karenina de Los Santos, Letícia Nabuco, Marcello Stroppa e Tatiana Gentile; “Jornada ao Umbigo do Mundo”, de Alex Cassal e Alice Ripoll; “Fora de Campo”, de Cláudia Müller e Valeria Valenzuela, e “Passagem”, de Celina Portella e Elisa Pessoa.
Mais informações: http://olhares.arteblog.com.br/.
(publicada em 15 de dezembro)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Bolshoi em cena

Marcela Benvegnu

Depois de oito anos de trabalho intenso — muita falação e até especulação da imprensa brasileira — a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (ETBB) forma sua primeira turma de dança clássica com 20 alunos. O feito também engloba os alunos de dança contemporânea — 23 bailarinos — que tiveram aulas por quatro anos. Ontem, nas dependências da escola em Joinville aconteceu a formalidade da colação para familiares dos formandos e hoje, às 20h, no Centreventos Cau Hansen o espetáculo será aberto ao público.
Dividido em dois atos, o primeiro com coreografias contemporâneas de Amarildo Cassiano e Clébio Oliveira e no segundo, a suíte do balé de repertório “Dom Quixote”, remontada especialmente para os formandos de dança clássica pelo russo Vladimir Vasiliev, o espetáculo de formatura — que tem o patrocínio da Vonpar e da Vivo — reúne 107 alunos.O coreógrafo Clébio Oliveira parece concordar com a tese do filósofo francês Voltaire (1694-1778) que afirma: “O segredo de aborrecer é dizer tudo.” Num mundo de super exposição na mídia — de Orkut, blogs e big brothers — dançar e remeter ao mistério da vida é tarefa das mais delicadas. Sua coreografia “E Se Eu te Contasse o Meu Segredo?” defende a liberdade de ser e pensar diferente — caráter próprio da dança contemporânea — e, afinal, de todo homem.
“Lugar de Alguém”, de Amarildo Cassiano, professor da ETBB, transforma música em movimento. A coreografia não tem a preocupação de mostrar uma história, tema ou personagem. É o resultado de uma pesquisa sobre a relação entre a música e a dança, o som e o movimento, suas possibilidades e multiplicidades. Essa relação pode ser feita pelo tipo de impulso que a música provoca ou pela busca de uma nova leitura corporal que preze o repensar do corpo em seu grande potencial de comunicação.
A suíte do balé “Dom Quixote”, de Marius Petipa, será apresentada na segunda parte do espetáculo. Vasiliev ensinou aos estudantes não apenas os detalhes técnicos dessa ou aquela cena do balé como também deu a cada um, papel de ator, explicando as personagens que deveriam representar ali. O cenário, assim como no caso da suíte do balé “O Quebra-Nozes”, foi desenhado pelo próprio coreógrafo. Hoje em dia há uma tendência de coreógrafos desenhar cenários para suas próprias produções, pois isto ajuda a criar uma tela unificada, indivisível de coreografia e cenário no palco.

Crédito: Nilson Bastian

Dançar o Natal


Marcela Benvegnu

Já é uma tradição. Há 24 anos, no mês de dezembro, o Cisne Negro Cia. de Dança, de São Paulo — umas das mais consagradas companhias de dança do Estado — remonta o mais tradicional dos balés: “O Quebra Nozes”, de Marius Petipa e Lev Ivanov, com música de Pietr Ilyich Tchaikovsky. A montagem estréia no próximo dia 13, às 21h, no Teatro Alfa, em São Paulo e pode ser vista pelo público até o dia 20 de dezembro. O trabalho conta com o elenco fixo do Cisne Negro Cia. de Dança, bailarinos contratados e alunos do Estúdio de Ballet Cisne Negro com destaque para Hernan Piquin — solista convidado do Teatro Colón e primeiro bailarino do Ballet Argentino de Julio Bocca— ; Vladimir Condereche — bailarino e coreógrafo radicado nos Estados Unidos — e Denise Siqueira, solista da Cisne Negro Cia. de Dança. Encenado em dois atos, o balé conta a fantasia de Clara, uma menina que na noite de Natal ganha muitos presentes, mas se encanta de uma maneira especial por um deles, um boneco quebra-nozes. Quando todos vão dormir, Clara vai à sala para brincar com seu novo presente adormece e entra no mundo da fantasia. Os brinquedos ganham vida, dançam, lutam, viajam para O Reino das Neves e Reino dos Doces, onde Clara e seu príncipe são homenageados com danças típicas de vários países e com o pas-de-deux da Fada Açucarada. O espetáculo conta com direção artística de Hulda Bittencourt e direção de ensaios de Dany Bittencourt

A COMPANHIA — Considerada uma das melhores companhias contemporâneas do país, a Cisne Negro nasceu de uma circunstância especial: sua diretora artística, Hulda Bittencourt, agregou as alunas do já famoso Estúdio de Ballet Cisne Negro com alguns atletas da Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo. A aproximação desses dois universos deu ao grupo sua principal característica: uma dança espontânea, energética, viril e de grande qualidade técnica e artística. O grupo já trabalhou com coreógrafos importantes, entre eles: Vasco Wellencamp (Portugal), Gigi Caciuleanu, Michael Bugdahn e Patrick Delcroix (França), Janet Smith e Mark Baldwin (Inglaterra), Ana Maria Mondini, Dany Bittencourt, Denise Namura, Tíndaro Silvano, Mário Nascimento e Rui Moreira (Brasil), Júlio Lopes e Luis Arrieta (Argentina), Victor Navarro (Espanha) e Itzik Galili (Israel). Mais informações: cisnenegro.com.br

Crédito: Reginaldo Azevedo

Thank you, Dance!

by Judy Smith "