sábado, 12 de julho de 2008

Panorama vai até domingo

Crédito: Caddah

Marcela Benvegnu

Se você ainda não assistiu nenhum espetáculo da oitava edição do Panorama Sesi de Dança, que acontece no Teatro do Sesi Paulista, em São Paulo, acelere. Hoje, às 21h, é a vez de “Vi-Vidas”, com a Sonia Mota Danças (Colonia-Alemanha) e amanhã, de “Bull Dancing”, de Marcelo Evelin. No domingo, às 19h, o trabalho será reapresentado e finaliza o projeto. O Panorama, que começou no dia 3 de junho, compreende nove coreografias dançadas por sete companhias. Nomes consagrados como Sônia Mota, Marcelo Evelin, Sonia Soares, J.Garcis e Cena 11 e as revelações, Lu Brites e Juliana Moraes estão entre os selecionados. A entrada é gratuita.
“Vi-Vidas’’ é um espetáculo de dança-teatro que aborda a questão do feminino nas culturas patriarcais. Dirige um foco para o comportamento pseudo-liberal da mulher na sociedade moderna, investigando e analisando o corpo, gestos e movimentos desta em três culturas distintas: a islâmica, a cristã e a sincretista. Deste ponto de vista observa a mulher muçulmana, a européia, a brasileira e a quarta, que é uma pluralidade de raças.
O trabalho é a primeira parte de uma trilogia sobre o feminino na sociedade contemporânea composta ainda por “QaaDriDuuo” e “Tristeza & Josefine”. Sônia Mota exerceu um papel decisivo na cena da dança contemporânea brasileira nas décadas de 60 e 70. Desde 1989 mora em Colônia, Alemanha e é professora de dança em várias companhias e escolas de Lisboa, Viena, Weimar, Leipzig, Heidelberg, Arnheim, Konstanz e Bonn.
Amanhã e domingo será possível assistir “Bull Dancing”, que toma como ponto de partida a manifestação folclórica do Bumba meu Boi. O auto adquire contornos de sátira, comédia e tragédia enquanto narra a morte e ressurreição de um boi. A coreografia revisita as origens desse rito popular a partir de uma desconstrução dos elementos folclóricos originais. No espetáculo o corpo serve como metáfora para esse boi sagrado e profano em cada um de nós.
Evelin é coreógrafo, diretor e intérprete. Vive e trabalha na Europa desde 1986, atuando na área da dança e do teatro físico. É criador residente do Hetveem Theater, em Amsterdam, com sua cia., Demolition inc. Ensina improvisação e composição na Escola Superior de Mímica de Amsterdam.
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CURADORA — A oitava edição do Panorama Sesi de Dança, pela primeira vez com a curadoria da coreógrafa, diretora e atriz Renata Melo, focaliza o trabalho de coreógrafos autorais. São artistas que criam uma escrita própria, que desenvolvem uma maneira autêntica, autoral de existir em cena, imprimindo sua marca nesses trabalhos. São artistas comprometidos com a evolução da arte, criando linguagens, rompendo regras, expandindo fronteiras. Em suas obras, forma e conteúdo se fundem num processo instigante, profundo, no qual um desafia o outro a explorar seus limites de criação.
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PARA VER — Panorama Sesi de Dança 2008. No Teatro do Sesi (avenida Paulista, 1.313). Hoje e amanhã, às 20h, e domingo, às 19h. Entrada gratuita. Mais informações (11) 3146-7405.

De lá para cá


Marcela Benvegnu

Reestréia hoje no Teatro Copa Airlines, em São Paulo, “De um Lugar para o Outro”, espetáculo multimídia que mescla linguagens de dança, circo, teatro e vídeo. Protagonizado pela Cia. Cênica Nau de Ícaros, com direção de José Possi Neto e coreografia de Miriam Druwe, o trabalho foi contemplado pelo Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo e pelo Prêmio Estímulo de Dança da Secretaria de Estado da Cultura. A temporada se estende até o dia 27 de julho.
A montagem mistura elementos contemporâneos a ícones, entidades e lendas da cultura popular brasileira, e tem como figura central Exu, o orixá do movimento e da comunicação, na história de um viajante com traços cômicos que passa por todo o espetáculo, ora dentro das cenas, ora como observador, e vai incorporando e imitando o que vê.
O trabalho é o resultado das investigações de dança contemporânea da Nau de Ícaros, que por meio de uma experiência sensorial e poética convida o público a ter contato e criar um novo olhar para o universo dos ritos e símbolos de algumas festas e danças da cultura popular brasileira, principalmente em seus aspectos fantásticos e contemporâneos. “É um ritual dançado. Um circo teatralizado. O exercício estóico, exaustivo, dedicado, criativo e apaixonante do ator-bailarino, do acrobata, do ginasta, do artista de circo”, fala Possi Neto.
“No decorrer deste processo, vislumbramos a necessidade de retratar este universo das tradições populares, que hoje se encontra distanciado do cotidiano da vida urbana, mas que é parte inerente da formação deste corpo brasileiro, dentro de uma perspectiva artística atual, pertinente e contemporânea. ‘De um Lugar para o Outro’ é um espetáculo no qual a dança permite a integração de outras artes a fim de expandir, dentro de suas pesquisas e questionamentos, as formas de expressar os elementos das manifestações populares”, afirma Marco Vettore, diretor artístico do grupo.
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PARA VER — “De um Lugar para o Outro”, com a Cia. Nau de Ícaros. Reestréia hoje, às 21h, no Teatro Copa Airlines — Shopping Eldorado (avenida Rebouças, 3.970), em São Paulo. A temporada vai até 27 de julho e o espetáculo pode ser visto de quinta-feira a sábado, às 21h, e aos domingos, às 20h. Ingressos custam R$ 50 (quintas e sextas-feiras), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 60 (sábados e domingos), R$ 30 (meia-entrada). Mais informações (11) 4003-2330.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

A grande força de ‘Quixote’

Crédito: M. Logvinov
Natalia Osipova e Ivan Vasiliev em ‘Dom Quixote’

Marcela Benvegnu


Bolshoi quer dizer grande e grande espera-se que seja a Noite de Gala do 26º Festival de Dança de Joinville, no dia 20 de julho, quando sobe ao palco do Centreventos Cau Hansen, Natalia Osipova e Ivan Vasiliev, primeiros solistas do Teatro Bolshoi de Moscou, para interpretarem a grande suíte do balé de repertório “Dom Quixote” (1869). Em cena também estarão alunos, formandos do ano de 2007, professores e bailarinos da Cia. Jovem da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (ETBB). A edição do evento acontece entre os dias 16 e 26 de julho.

A história do balé, um dos mais famosos do mundo, se passa na Espanha, quando Kitri e Basílio enganam o arrogante e rico Gamach, noivo da heroína, com quem Lorenzo, seu pai, a força se casar. Com a ajuda de Dom Quixote, nobre cavalheiro, e Sancho Pança, seu fiel escudeiro, Kitri e Basílio se casam numa grande festa em Barcelona.

Com remontagem de Valdimir Vasiliev — reconhecido como o melhor bailarino do mundo, título concedido pela Academia de Dança de Paris, e bailarino do século pela Unesco — o “Dom Quixote” que os intérpretes executam será fiel à remontagem original de Marius Petipa. Em entrevista exclusiva ao Jornal de Piracicaba no ano passado, Vasiliev disse que não ensinou aos estudantes apenas os detalhes técnicos dessa ou aquela cena do balé, mas também deu a cada um papel de ator, explicando as personagens que deveriam representar ali. O coreógrafo trabalhou na montagem no ano passado, em Joinville.

Para acompanhar e dirigir o espetáculo em Joinville vem ao Brasil a ex-solista do Teatro Bolshoi, Nina Speranskaya, que se despediu dos palcos em Joinville, no ano de 2001, quando dançou “A Morte do Cisne”. Nina foi professora da ETBB.

SOLISTAS — Assim como na noite de abertura do evento (dia 16) os olhos estarão voltados para a linda solista Cecília Kerche, na interpretação de Odile/Odete em “O Lago dos Cisnes”, pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Noite de Gala não será diferente: o foco da platéia de mais de 5.000 pessoas cai sobre os solistas Natalia e Vasiliev. Natalia, bailarina de traços delicados e força expressiva, se formou na Escola Coreográfica de Moscou, e é a primeira solista do Teatro Bolshoi. Este ano ganhou o prêmio de melhor bailarina do National Dance Awards Critics Circle e entre seus principais papéis destacam-se as personagens título de “Cinderela”, “Giselle”, “Sílfide”, além de Gamzatti, em “La Bayadère”, e Kitri em “Dom Quixote”.

Vasiliev iniciou seus estudos de balé em Dnepropetrovsk, na Ucrânia, e concluiu em Minsk, capital da Bielorússia. Está no Teatro Bolshoi desde 2006. Entre seus prêmios estão o Grand Prix em Varna, em 2006, e o Prêmio Spotlight Award, em 2008. Algumas de suas melhores atuações foram como o Ídolo de Ouro, de “La Bayadère”; Colas, de “La Fille Mal Gardeé”, e Basílio, de “Dom Quixote”. Mais informações www.festivaldedanca.com.br.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A Dança da Vida - Crítica de "Adeus China"



Marcela Benvegnu

À primeira vista, “Adeus, China — O Último Bailarino de Mao” (Editora Fundamento), de Li Cunxin, parece ser um livro cuja temática principal é a dança, e que tem como objetivo contar a saga do autor, um garoto que sai da pequena Qingdao, na China, para conquisar o mundo. Mas a verdade é que o texto vai muito além desta pequena — e bem pequena — impressão.
A publicação é um exemplo concreto de determinação, esforço, superação, dor e conquista, que é capaz de emocionar em suas poucas 400 páginas. Sim, porque quando se fecha a contracapa, se quer saber mais. Talvez esteja aí o brilhantismo da poética de Cunxin, que escreve de dentro da dança e consegue tocar qualquer leitor.

A narrativa tem ritmo próprio, bem mais veloz que uma série de piruetas — o ponto forte de Cunxin — e é toda permeada por lendas que costumam ser contadas pelos chineses. A principal delas, que inclusive permeia o livro e a vida do bailarino, é O Sapo no Poço. O texto conta a história de um sapinho que vivia em um poço fundo. Certa vez, outro sapo que vivia do lado de fora o convidou para brincar. O sapinho não pôde aceitar porque não conseguia sair dali, e sabia que seu pai já tinha tentado pular para fora do poço a vida toda. O resultado? O sapinho passou a vida inteira preso, tendo o mundo de fora apenas como um sonho.

Cunxin comprova que a lenda não é verdadeira. O menino, que aprendeu a idolatrar Mao, passou fome, dividiu o Kang (cama) com mais seis irmãos e só tinha roupas remendadas, não só saiu de sua realidade. Ele a transformou e se revelou um dos maiores nomes da dança mundial. Cunxin poderia ter escolhido qualquer profissão, mas a dança o escolheu. Ele optou por sair do poço.
Na publicação, o encontro com a realidade da China torna-se inevitável. A fome, os pés enfaixados das mulheres, o casamento combinado, os filhos, as comunas. A triste e dura vida de um povo, que ainda sofre com a Revolução Cultural que um dia tanto amou, é retratada em detalhes.

O único — único mesmo — porém fica por conta das imagens. O livro não traz nenhuma foto de Cunxin depois que ele se torna o ‘queridinho’ do Ocidente, o primeiro bailarino do Ballet de Houston, e o amigo de grandes estrelas do cinema mundial. Só na capa é possível vê-lo pequeno, aos 11 anos, quando foi um dos escolhidos para entrar na Academia de Dança de Pequim. A solução é imaginar suas conquistas e dançar com suas palavras. “Adeus, China — O Último Bailarino de Mao” é um livro para qualquer um reescrever sua própria história.

No mundo de Kandinsky

Crédito: Rodrigo Netto

Marcela Benvegnu

O ponto, a reta e a curva são alguns dos personagens inspirados no artista plástico russo Wassily Kandinsky (1866-1944) que estão no palco do infantil “Lúdico”, espetáculo que encerra sua temporada domingo, dia 22 de junho, no Centro Cultural São Paulo — sala Jardel Filho. A concepção e coreografia é da renomada Miriam Druwe, que assina a direção junto com Cristiane Paoli Quito. No dia 28 de junho, a companhia fará uma apresentação extra no Teatro Humboldt.
Contemplado pelo 3º Fomento Municipal à Dança, “Lúdico” propõe de forma colorida e poética um passeio pelo universo da criação de uma obra de arte. Cores e formas se agitam em busca de um lugar. No espetáculo, a reta, a curva e o ponto são personagens que têm características e personalidades próprias. A curva, estilosa, assanhada e sinuosa tem um temperamento e mobilidade corporal que lembra a serpente, é elástica, pode ceder e evitar, porque é capaz de desviar.
O ponto é o início de tudo e por ser o princípio, a tela branca foge dele, porque ela se acha linda assim, e tenta convencer a todos que sendo o mais simples dos elementos é cheia de graça, mas também cheia de expectativa. Já a reta é determinante, mandona, indica caminhos (corporais), tem certeza que é uma junção de pontos (o que é verdade). O círculo preto, circunspecto, sisudo, é meditativo e diz, va-ga-ro-sa-men-te: “Aqui estou”. O círculo vermelho, por sua vez, é troada e relâmpago, apaixonado, irradia para todos os lados e roda, roda, roda. O criador (ou pintor) ao se deparar com a reta, os círculos, o ponto, a curva e a tela, é engolido pela obra. Qual o resultado? Dança.
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MONTAGEM — Há tempos Miriam Druwe alimentava uma paixão pela obra de Kandinsky. Pintor reconhecido pelas cores e formas de suas obras, ele teve contato muito cedo com a música, aos 8 anos. Essa pequena incursão pelas aulas de piano e violino lhe deu noções fundamentais de harmonia e evolução, que depois foram utilizadas em suas pinturas. Como base para todo desenvolvimento e criação de “Lúdico”, Miriam pesquisou no livro “Do Espiritual Na Arte (1912), a primeira grande obra teórica sobre pintura. Nela, o pintor desenvolvia uma investigação filosófica sobre as cores e as formas, às quais conferia valores psicológicos e morais, e as comparava com a música, que, apesar de sua imaterialidade, era capaz de fazer vibrar a alma.
A partir dos elementos pesquisados, Miriam percebeu que o caráter lúdico sempre esteve à sua porta, assim juntou sua paixão pelo pintor russo, cercou-se de profissionais premiados e competentes das artes e percebeu que pela primeira vez em sua carreira falaria às crianças. Assinada por Fabio Cardia, a trilha sonora do espetáculo foi especialmente composta para a montagem.

PARA VER — “Lúdico”. Até domingo, às 16h, no Centro Cultural São Paulo (rua do Vergueiro, 1000). Entrada gratuita. Mais informações (11) 3383-3400.

Sábado de dança


Marcela Benvegnu

Refletir sobre a sonoridade do rock’n’roll e suas interferências no corpo é uma das propostas de “Desosso o Osso e (Flutuo)”, espetáculo de dança contemporânea que estréia amanhã, às 19h, no Espaço Nono Andar da Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista (avenida Paulista, 119). Com direção de Mariana Sucupira e Daniel Augusto e criação e interpretação de Aline Bonamin e Júlia Abs, a montagem também segue a linha de pesquisa da Cia. Vitrola Quântica, que estuda manifestações artísticas e corporais urbanas.
No começo do trabalho é exibido um filme com cenas de guerra, a maioria retiradas do documentário “Fahrenheit 9-11”, de Michael Moore. Isso porque, como explica Mariana Sucupira, o espetáculo coloca o rock como uma dualidade. “Esta montagem vai além do rock’n’roll. Mostramos o ritmo como a mais alta poesia, crítica visceral, ou mesmo trilha sonora dentro de um tanque de guerra. Do campo de batalha à vida sonhada dos anjos, o rock é trilha sonora ambígua e leva o corpo à experiência do risco, do limite, de tudo aquilo que vive na margem do mundo”, afirma a diretora. O ingresso custa R$ 5.
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MAIS DANÇA — Também em São Paulo amanhã, às 21h, no Sesc Pinheiros (rua Paes Leme, 195), acontece a estréia de “Geraldas e Avencas”, com o grupo mineiro de dança 1º Ato. Treze músicas, todas de Zeca Baleiro, embalam a trilha sonora original da apresentação que remete a uma reflexão sobre a plastificação e padronização da beleza e questiona o quanto é fugaz o conceito do que é belo e como as pessoas se submetem à mutilação para alcançar o que chamam de corpo perfeito. Com inteligência e bom humor, o grupo não tem a pretensão de fazer julgamentos de valores sobre esse comportamento, mas de apontar traços e imperfeições também como forma de beleza, já que elas são identidades da vida e da história individual de cada um. Os ingressos custam de R$ 3 a R$ 15.
Aqueles que não quiserem ir a São Paulo, podem assistir ao “da Corda Pro Pé”, em Campinas, também amanhã, às 21h. O espetáculo que esteve durante três anos em cartaz nos Estados Unidos e é protagonizado pela sapateadora Christiane Matallo, reúne música e dança ao vivo. Em uma concepção contemporânea, ela sapateia pelo sentido do movimento, sendo a performance a própria forma de pensamento do corpo. A apresentação acontece no espaço da Companhia Sarau (rua José Martins, 1.899 — Barão Geraldo), conta com a participação do contrabaixista Gilberto de Syllos e é realizada sob patrocínio da Prefeitura Municipal de Campinas via Fundo de Investimentos a Cultura de Campinas (FICC) 2007/2008. Os ingressos custam entre R$ 5 e R$ 10.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sapateia SP começa hoje


A sapateadora Christiane Matallo

Marcela Benvegnu

Ele nasceu há quatro anos com um único objetivo: o de promover intercâmbio entre os sapateadores, e nesse período já se tornou data oficial do calendário municipal de São Paulo. É o Sapateia São Paulo, evento organizado e idealizado pela sapateadora Christiane Matallo, que começa hoje e vai até domingo, em diversos espaços da Capital.

O evento é uma homenagem ao dia 25 de maio, Dia Internacional do Sapateado — data de nascimento de seu precursor, Bill “Bojangles” Robinson, que marcou a década de 1930 com sua leveza e clareza de sons — e Dia Internacional do Sapateado no Brasil, aprovado na lei nº14.347/07 do município de São Paulo no ano passado, idealizada por Christiane.

Hoje, às 20h, no Conservatório Souza Lima (rua José Maria Lisboa, 745), nos Jardins, acontece o primeiro evento do 4º Sapateia São Paulo. É a Jam, momento no qual os sapateadores se reúnem com uma big band — capitaneada pelo contrabaixista Gilberto de Syllos — e improvisam sob diversos estilos musicais. A atividade conta com a participação dos alunos do Souza Lima e é aberta a todos os sapateadores e apreciadores interessados.

É amanhã que acontece um dos mais esperados momentos do Sapateia São Paulo: a Sapateandança e a Tap Mostra, no Parque do Ibirapuera, a partir das 10h. É na Sapateandança que mais de 500 sapateadores cantam o “Parabéns a Você” a Bojangles, com coreografia em ritmo de samba com a participação especial de integrantes da bateria da Escola de Samba Mocidade Alegre. Na sequência acontece a Tap Mostra, evento em que todas as escolas participantes mostram um pouco do seu trabalho em um palco especialmente montado. A entrada para as atividades é gratuita.

Um dos diferenciais do Sapateia São Paulo é que todos se apresentam com uma camiseta do evento, comprovando que a arte é para todos, sem diferenças. Não há taxa de inscrição, porém, os sapateadores devem doar um quilo de alimento não perecível para ser posteriormente doado às instituições carentes.

INTERCÂMBIO — Para fechar o 4º Sapateia São Paulo com chave de ouro e, sobretudo, fazer jus à sua filosofia de intercâmbio e popularização, é hora de praticar. No domingo, quatro aulas serão ministradas no espaço da Só Dança (rua Augusta, 2672), no Jardim Paulista, em São Paulo. A abertura ficará a cargo do percussionista Sérgio Rocha, às 10h; seguida da aula da sapateadora e musicista recém-chegada da Alemanha, Christiane Matallo, às 11h45. Depois do almoço, às 14h, é a vez de Charles Renato — que estava em Portugal dançando em um musical — e às 15h30, a aula de encerramento será ministrada por Luizz Baldijão.

Ainda restam poucas vagas para os workshops. O pacote de aulas custa R$ 120 e a aula avulsa R$ 40. Mais informações www.christiane-matallo.com.br.

Thank you, Dance!

by Judy Smith "