terça-feira, 31 de julho de 2007

Corpo aprisionado


Marcela Benvegnu

A história de Sebastiana de Mello Freire, conhecida como dona Yayá, mulher da elite paulistana diagnosticada como doente mental e cuja casa foi parcialmente transformada em hospital psiquiátrico privado - pois ela permaneceu isolada no recinto de 1919 a 1961 – é retratada de forma muito pertinente em, “O Banho” (2004), pela bailarina e coreógrafa Marta Soares, do Marta Soares - Grupo de Dança Teatro, de São Paulo.
O trabalho apresentado na Cidadela Cultural Antartica, na segunda-feira, integrou a última apresentação da Mostra de Dança Contemporânea do Festival de Dança de Joinville, tendo em vista que o espetáculo da Cia. Borelli, que deveria ter se apresentado ontem, foi cancelado.
“O Banho” é uma instalação coreográfica. Assim que os espectadores entram no espaço proposto com uma série de projeções em movimento, que foram gravadas na casa de dona Yayá, em São Paulo e enfatizam o reflexo do corpo e da memória, percebem que são transportados para outra atmosfera. Uma banheira branca antiga, cheia de água quente é o foco do trabalho. É dentro dela que Marta desenvolve sua pesquisa.
A coreografia não é vista de forma convencional, pois não existem cadeiras. Nos primeiros minutos da apresentação, ninguém ousa se aproximar de seu corpo nu, porém, aos poucos, quando todos já sentem o confinamento, a relação se transforma. As pessoas quase grudadas na banheira refletem juntas sobre a passagem do tempo, a vida e a morte.
O corpo de Marta imerso na banheira delira, se fere, se comprime, se revolta e tenta se libertar de uma história própria. É interessante notar que no chão, as marcas dos sapatos em contato com a água traçam caminhos que desenham novas possibilidades de exploração. “O Banho”, pela própria função da arte, causa à primeira vista estranhamento, mas depois, se consolida como uma grande obra.


A vez das placas de metal


Marcela Benvegnu

Na noite fria (e chuvosa) de quarta-feira, quem subiu ao palco do Centreventos Cau Hansen para se apresentar nas baterias de sapateado (júnior, sênior e avançado) e balé clássico de repertório (variação feminina júnior e grand pas-de-deux avançado) na Noite Competitiva pode se esquentar. Os aplausos foram calorosos e as coreografias, parecem ter atingido o ápice da competição.
No sapateado, também conhecido como tap dance a noite foi da estreante Companhia Feeling de Dança, de São José dos Campos, com a coreografia “Breaking Rules”, de Charles Renato, que tem história no festival, mas esse ano resolveu apostar trazendo sua própria escola. A ousadia deu certo. Ao som de “Heartburn” de Alicia Keys o trabalho inserido na categoria avançada, propõe um bom duelo de sapateadores e trabalha muito bem a técnica e não só a plasticidade cênica.
Renato tem uma característica forte e expressiva, que já pôde ser vista em trabalhos anteriores. Mas é interessante observar como o jovem se insere no contexto do trabalho como coreógrafo-intérprete. Em cena ele se coloca no mesmo nível e posição que seus alunos, ninguém tem uma importância maior no palco do que o resultado. Um excelente caminho para mais uma trajetória de sucesso.
Ainda no avançado o Studio de Sapateado Juliana Garcia (Ribeirão Preto), de Juliana Garcia trouxe novamente a música brasileira ao palco do Centreventos. Em cena “Pentagrama”, assinado pela própria Juliana, revela a delicadeza de “Garota de Ipanema”, de Vinícius de Moraes e Tom Jobim por meio de intérpretes que sapateiam entre elásticos brancos que fazem referência direta a pentagrama da partitura musical.
Outro trabalho interessante e da categoria júnior, foi “De Volta aos Anos 70”, de Vera Passos. O cenário com fotos da próprias alunas que revelaram um figurino típico de época e um bom nível técnico a fizeram a melhor da categoria.
Os trabalhos foram bons, porém, há alguma ressalvas. “Happy Feet”, que não precisa de apresentações, não é um filme que traz grandes surpresas musicais. Mano, o pingüim sapateador dá vida às canções do filme porque atrás de sua doçura está Savion Glover, um dos maiores sapateadores da atualidade. Talvez fosse mais interessante deixar essas composições para a interpretação de Mano (Mumble ou Glover, como preferirem). A repetição cansa e é preciso criar.
Outro ponto importante é rever o nome de alguns trabalhos. Em certas coreografias não se faz referência ao título proposto com o que se vê em cena. Mais difícil ainda é quando nem o nome da coreografia tem relação direta com o figurino. Apesar da noite ser do jeans e da legging, presente na maioria das montagens, esse trabalho de junção de linguagens, uma conversa entre, título, figurino e movimentação não aconteceu de forma muito entrosada.
Na noite que também foi dos clássicos de repertório e da chuva, pois haviam goteiras no palco, o Balé Jovem do Centro Cultural Gustav Ritter, de Goiânia, apresentou “Grand Pas Classic”, de Gsovsky, sem decepcionar. Os bailarinos Dhaniel Amaral Vieira Barros e Marília Cardoso Lício estava entrosados e ela, dona de uma boa técnica de sustentação mostrou como os ensaios valeram à pena.
Porém a noite foi de “Talismã”, de Marius Petipa (1822-1910), com remontagem de Jorge Teixiera para a Companhia do Conservatório, do Rio de Janeiro. Os bailarinos Flávia Gomes de Oliveira e Carlos Wellington Bezerra Gomes foram impecáveis. Flávia trouxe ao palco a leveza desta montagem de Petipa, com braços delicados, pernas altas e alongadas e excelente interpretação. Gomes levou o público ao delírio. Além de não errar nenhum dos mais de 35 giros que executou com perfeição, se mostrou um partner competente que dá segurança a bailarina. De fato, uma noite memorável.

Movimento nas palavras


Marcela Benvegnu


Poesia, dança e romance. Assim é “Tudo O Que Se Espera”, coreografia do talentoso Clébio de Oliveira – também integrante da Cia. de Dança Débora Colker, do Rio de Janeiro – para a companhia que leva seu nome e que foi apresentada na terceira noite da Mostra de Dança Contemporânea do Festival de Dança de Joinville, no Teatro Juarez Machado, no domingo.
O trabalho, livremente inspirado no romance “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos começa ao passo que os espectadores procuram seus lugares no teatro. Em cena quatro bailarinas se locomovem ao som do acordeon tocado ao vivo pelo instrumentista Antônio Fidélis em um palco coberto por 10 mil folhas sulfite brancas, que fazem o papel das cartas recebidas e das que jamais foram escritas por Ramos. O movimento das palavras em silêncio, revela a espera, a saudade e os destinos incertos.
A movimentação é delicada e ao mesmo tempo precisa. Sutilezas como o toque de um pé em outro para que as bailarinas caminhem no tempo correto, ou uma respiração que marca o início de uma nova seqüência deixa o trabalho mais poético. Sua relação fragmentada e interdependente, mescla a dança contemporânea com as danças brasileiras, ao som de composições de Sivuca, Comadre Florzinha, Quinteto Armonial e outras.
“Tudo O Que Se Espera” foi premiada como a melhor coreografia de 2006 em votação online no “Jornal do Brasil” (RJ) e deixa claro, que Oliveira, bem sucedido em solos autorais como “Uma Barata Só Faz Verão” (2001) e “Valkíria Junia da Silva”, (2002), encontrou sua própria identidade coreográfica.

A “boa” fúria da platéia


Marcela Benvegnu


As poltronas tremeram. O coração acelerou e o público gritou tanto, que quase não se ouviu o anúncio dos trabalhos de dança de rua conjunto avançada que iriam se apresentar no palco do Centreventos Cau Hansen, na noite de domingo. Essa era a atmosfera do espaço, afinal, foi à vez da dança da sincronia, da emoção, do ritmo e das batidas entrar em cena. No palco: a rua de diversas maneiras; cada uma com sua marca, explosão e vontade de mostrar a cara de sua tribo. Sabe-se que a dança de rua é uma manifestação que surgiu na época da grande crise econômica dos Estados Unidos, em meados de 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows. No Brasil, esse movimento foi popularizado em 1991, pelo Dança de Rua do Brasil, de Santos, e de lá para cá, só se vê progresso, inovação e conceito. De fato, dançar vem sendo um verbo bem conjugado por essas trupes.
Na noite de domingo, os trabalhos "da terra", como "Enquanto Houver Dança Haverá Esperança", de Juliana Ramos, da Companhia Joinvillense de Dança de Rua e "Raízes", de Nilberto Lima de Souza, do grupo Fúria das Ruas, ambos de Joinville (SC), foram os mais aplaudidos da noite. Não foi à toa. Juliana levou ao palco uma boa pesquisa de movimentos e figurinos - os intérpretes usavam meias listradas da cor da blusa - que fazia bem aos olhos. (Só não valeu uma intérprete arrumar os cabelos em cena.)
Souza inovou no cenário. No lugar dos usuais grafites, "Raízes" apresentou como pano de fundo uma paisagem urbana em tons pastéis que se assemelhava às ruas do subúrbio de Nova York. Em meio aos prédios e pontes, uma placa indicava um bailarino em movimento; ali era o espaço da dança. Uma forma inteligente de abordar a contemporaneidade aliada a seqüências bem trabalhas que priorizaram sincronia e velocidade.
Vale dizer que os trabalhos de dança de rua apresentados na segunda parte da noite fizeram com que o Centreventos ficasse lotado mesmo com a chuva que caia na cidade. Só havia espaço para aplausos e flashes. Infelizmente, na primeira parte da competição destinada às apresentações das coreografias de dança contemporânea, (solo feminino e duo sênior, solo feminino e trio avançado) centenas de cadeiras ficaram vazias. Onde estava o público?
O coreógrafo Ricardo Sheir, com “Não Existe o Lugar...”, pelo Grupo Corpo Livre, de Valinhos (SP), na categoria de dança contemporânea trio avançada, mostrou um trabalho que usou muito bem o espaço cênico do palco e tem em seu contexto uma poética evidente. O mesmo aconteceu com, “Sussuros”, da Cia de Dança do Teatro Alberto Maranhão, de Natal (RN), assinada pelo coreógrafo-intérprete Tomás Quaresma. Contudo, não foi uma noite de grandes surpresas no gênero. Tomara que para 2008, alguns professores pesquisem mais sobre o verdadeiro sentido da dança contemporânea, que vai muito, mais muito além de uma seqüência de aulas transformada em pseudocoreografia com trilha sonora impactante.


Sonho consagrado


Marcela Benvegnu


Sonho, em seu sentido etimológico é um conjunto de idéias, imagens, fantasia, visão e aspiração; um substantivo perfeito para definir a Noite de Gala do 25º Festival de Dança de Joinville, que em 2007 completa seu Jubileu de Prata, com cara de ouro. A noite foi de estrelas de primeira grandeza, que marcaram o palco do festival em sua história e hoje levam a dança brasileira para o mundo.
Digirida por João Wlamir, diretor assistente do Balé do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, “Especial 25 anos – Grandes Nomes da Dança” cumpriu seu propósito. Emocionou uma platéia que emudecida, pôde sonhar acordada o filme da vida real de um bailarino.
Ao som do hino do festival, que dispensa apresentações, Cícero Gomes, melhor bailarino da 23ª edição do Festival e solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entra pela platéia, vestido com um uniforme de escola balé – esses que os bailarinos andam pela Feira da Sapatilha - para dar início ao espetáculo. A cortina se abre e uma sombra chinesa revela-os se aquecendo. Daí, não se poupam emoções.
Ammanda Rosa e Irlan Santos, considerados os melhores bailarinos do festival no ano passado abriram a noite com “Chamas de Paris”, seguidos de Mariana Dias, solista do corpo de baile do Leipzig Ballet, da Alemanha, acompanhada de seu partner Martin Chaix com “Au’ Revoir à L’Amour”, de Chaix; Fernanda Oliveira, que hoje é bailarina principal do English Nacional Ballet, de Londres e Fabian Raimair, executaram “Perpetuum Mobile”, de Christopher Hampson, ao som de Sebastian Bach.
Para fechar a primeira parte do programa, a suíte de “O Corsário”, com “Le Jardim Animée”, ficou a cargo da Escola Estadual de Danças Maria Olenewa e o grand pas-de-deux foi intepretado por Márcia Jacqueline (primeira bailarina do Theatro Municipal do RJ) e Bruno Rocha, solista do Het Nacionale Ballet, de Amsterdam.
A hora do intervalo, não valeu somente para a platéia. Ele também aconteceu no palco. Pela sombra chinesa era possível ver Gomes, que tem diversas entradas durante o espetáculo com o hino do festival executado ao piano, se maquiando; o palco sendo limpo e montado pela técnica. É a dança da rotina, que recomeça quando Gomes executa a variação do Bobo da Corte de, “O Lago dos Cisnes”.
Em “LAC”, um pas-de-deux, que também faz referência à “O Lago dos Cisnes”, na releitura de Sandro Borelli, os bailarinos Andrea Thomioka e Israel Alves, ambos do Balé da Cidade de São Paulo, revelam a dança contemporânea ao espectador. E em noite de festa, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil não poderia deixar de estar. Eles apresentaram, “Dança Russa” (de “O Quebra-Nozes), com Carla Braum, Denise Hoefle e Erick Swolkin.
Rodrigo Guzmán e Andreza Randisek, primeiros bailarinos do Balé de Santiago, do Chile trouxeram a suíte de “A Megera Domada” ao palco, antecedendo o pas-de-deux de, “Adão e Eva”, em “A Criação” – interpretado na íntegra pelo Ballet do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na abertura do Festival do ano passado – com coreografia de Uwe Scholz, por Mariana e Chaix.
A consagração atinge o ápice com William Pedro, solista do Béjart Ballet Lausanne, na Suíça, em “Und So Weiter”, de Maurice Béjart e com Vitor Luiz e a impecável Cecília Kerche, ambos primeiros bailarinos do Municipal do RJ, na suíte de “Dom Quixote”. É inegável dizer que dançar no palco do Festival de Dança de Joinville é um sonho realizado para centenas de bailarinos que passaram aqui durante esses 25 anos. Hoje, voltar como convidado em uma data tão especial é a pura consagração.


A margem da luz


Marcela Benvegnu


Foi o conto “A Terceira Margem do Rio”, do mineiro Guimarães Rosa, que serviu de inspiração para o talentoso Renato Vieira – que está completando 35 anos de carreira este ano - criar, “Terceira Margem”, coreografia que foi apresentada na noite de sábado, na Mostra de Dança Contemporânea do Festival de Dança de Joinville, pela Renato Vieira Companhia de Dança, do Rio de Janeiro.
Contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna, o trabalho tem a luz como fio condutor do movimento. O design assinado por Binho Schaefer direciona, conversa, oculta e ilumina o bailarino. É a luz quem transforma o ambiente, molda o rio, cria a atmosfera de um silêncio que se perde no movimento e permite que tudo aconteça em um lugar onde não é lugar e onde um homem embarcou em uma canoa que ele mesmo construiu.
A movimentação é plástica e revela formas interessantes de explorar o corpo, assim como os figurinos assinados por Desirée Bastos e os espaços do cenário idealizado por Sergio Marimba. De um lado do palco uma parede negra - que em uma determinada cena serve de chão para os bailarinos - com quatro luzes embutidas fecha as coxias, de outro, o espaço vazio e ao fundo da caixa preta, cinco portas, sendo uma de cada tamanho por onde os bailarinos aparecem e desaparecem de cena.
A cada entrada uma surpresa. A cada mudança de luz, um novo movimento feito pela trupe formada por Alex Senna, Soraya Bastos, Jean Gama, Laura Ávila e Thiago Sancho, que dançam sim em alguns momentos, “sua própria margem”, ao som de composições de Keith Jarret e Miles Davis, na trilha sonora montada por Nino Carlo.


Dança de formação


Marcela Benvegnu




A platéia do Festival de Dança de Joinville, não é somente formada por bailarinos. No meio das arquibancadas, cadeiras plásticas e estofadas existem amantes da dança e centenas de pessoas, que em um espetáculo como o da noite de sábado, têm seu primeiro contato com a arte do movimento. Para um bailarino, falar em pas-de-deux e balés de repertório é tão natural quanto comer arroz e feijão, mas para o público nem sempre é assim.
Quando assistimos a um espetáculo de dança e ele transforma informação em formação temos a certeza de o trabalho foi bem cumprido. E esta 25ª edição do festival tem feito isso de uma forma muito coerente. Não somente pelo vídeo educativo de platéias, mas também por dizer de onde vêm e quais as principais características do estilo em cena durante as apresentações da mostra competitiva. Uma inovação digna do Jubileu de Prata.
Sem dúvida, a noite de sábado - na qual concorreram grupos nas baterias de balé clássico de repertório (pas-de-deux júnior, conjunto sênior e variação feminina avançada) e dança contemporânea (conjunto avançada) - coroou o coreógrafo Eduardo Menezes, da Art & Dança, de Canoas, (RS) como uma das grandes revelações do festival. Mais uma vez ele mostrou um trabalho focado na pesquisa de movimentos e linguagem coreográfica com, “Mixo Corpóreo”, na categoria de dança contemporânea.
Menezes levou ao palco do Centreventos Cau Hansen, 13 excelentes intérpretes, sendo que todos usavam dreads brancos no cabelo e vestiam um figurino de roupas casuais assinado por Ana Paula Scheffre. Vale dizer que “Figurado”, de Edson Fernandes, pelo Avançado do Studio Luciana Junqueira, de Ribeirão Preto também mostrou um bom trabalho. Uma de suas bailarinas, Roseli Zanardo, chama atenção, onde quer que esteja colocada.
E a noite que também foi dos balés de repertório, essenciais para qualquer bailarino e também para que todos possam ter referências dos trabalhos que alguns dos maiores coreógrafos do mundo foram capazes de construir, mostrou boas bailarinas, cujos coreógrafos ainda precisam prestar um pouco mais de atenção nas remontagens. Balés de repertório têm por obrigação serem fiéis as suas montagens originais, caso contrário, se tornam outras coreografias.
Quem teve uma nítida evolução como bailarina do ano passado para cá, quando ainda no Festival Meia-Ponta dançou “Pássaro Azul”, de Marius Petipa foi Isabela Bombassei Pires. Dona de pernas longas, braços bem trabalhos e movimentos muito bem finalizados, a garota que deu vida à “A Escrava e o Mercador”, pelo Pavilhãozinho, de São Paulo, ainda vai dar o que falar.
Nos conjuntos, o equilíbrio da boa técnica e adaptação ficou por conta do Grupo Juvenil da Fundação das Artes de São Caetano do Sul (SP), com “Sonho de Dom Quixote”, de Petipa e do Ballet Adriana Assaf, com “O Corsário”, também de Petipa. Enfim, parece que na terceira noite competitiva, finalmente as sapatilhas saíram do aquecimento.


Thank you, Dance!

by Judy Smith "