segunda-feira, 24 de maio de 2010

Tanta coisa... | O Rei e Eu

Cena de "O Rei e Eu" | Foto: Jairo Goldflus


Tanta coisa tem acontecido que eu confesso às vezes me assusto. Estou assustada. Tenho trabalhado muito. Mais do que imaginava, mas muito mais mesmo. E tipo tenho pensado muito no meu trabalho. Às vezes quando vejo, estou pensando nele. Doido.

E saudade do meu trabalho antigo? Eu tenho. Mas tenho saudade das pessoas, do poder fazer sem perguntar, do ter a certeza de que ficava bom e de no dia seguinte começar um novo desafio. Tenho saudade das risadas, da rotina sem rotina, dos textos múltiplos. Tenho saudade da zona de conforto. Da segurança que conquistei. É exatamente isso. Mas se me perguntarem se eu voltaria. Acho que não. Já vivi o que tinha que viver lá e foi lindo.

Estou feliz. O hoje me supre por dentro. Toma conta do meu corpo. Sempre tem algo para aprender. Dá vontade de fazer mais, criar mais, ter mais tempo. O tempo sem tempo. E por falar nele, como passa rápido. Minha nossa.

Esse blog nunca foi em primeira pessoa e agora ganhou novos contornos. Talvez porque eu também esteja diferente. Estranho, mas confortável.

Na semana passada fui assistir "O Rei e Eu", de Rodgers e Hammerstein (os mesmos que assinaram South Pacific, A Noviça Rebelde, Carousel e Oklahoma!), com direção geral de Jorge Takla, que está em cartaz no Teatro Alfa, em São Paulo. A peça foi inspirada no original Anna e o Rei do Sião, de Margareth Landon e ganhou versão brasileira pelas mãos do experiente Claudio Botelho.

O musical teve sua estreia na Broadway em 1951, com Yul Brynner e Gertrude Lawrence, nos papéis principais, que na versão brasileira são vividos por Tuca Andrada (Rei do Sião) e Claudia Netto (Anna Leonowens).

O Rei e Eu conta a história do poderoso e carismático Rei do Sião, atual Tailândia, que tinha dezenas de esposas e mais de setenta filhos, e de Anna, professora inglesa contratada para ensinar inglês e um pouco da cultura ocidental aos príncipes e princesas. Charmosa e voluntariosa, Anna passa por sérias dificuldades com as diferenças entre a cultura inglesa e a oriental, mas mesmo assim impõe suas idéias e suas posições, e aprende a compreender e aceitar as cultura e as tradições siamesas, tornando-se parte desta imensa família real.

O espetáculo é um convite aos olhos. A riqueza dos cenários assinados por Duda Arruk nos faz até parar de prestar atenção na narrativa para descobrir os detalhes. São muitos. Fábio Namatame, como sempre, um espetáculo parte. Seus figurinos impecáveis tornam qualquer espetáculo mais bonito. coreografia original de Jerome Robbins ganhou remontagem de Tania Nardini e a direção musical é do piracicabano Jamil Maluf.

Enfim... o tempo me aperta aqui. Sem mais detalhes, porém, uma dica: vale a pena ver.

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