sexta-feira, 24 de abril de 2009

Revolucionários da dança


Marcela Benvegnu

Bailarinos que são também acrobatas ou vice-versa, que se fundem a outros ou a materiais inusitados, criando formas surpreendentes. Essas são características da dança contemporânea, exploradas por diversas companhias, porém, entre todas, ninguém as executa de forma tão original quanto o Pilobolus Dance Theatre, até porque, a companhia norte-americana, criada há 38 anos, foi a pioneira no estilo e a grande responsável por uma revolução no cenário da dança moderna. Aqueles que não conhecem o trabalho da trupe, se agendem: a companhia chega ao Brasil em maio.
Eles mostram aqui um programa que reúne cinco de suas principais coreografias, criadas em épocas diferentes da trajetória da companhia (a mais antiga data de 1973 e a mais nova é de 2008). Eles se apresentam nos dias 22, 23 e 24 de maio no Vivo Rio, no Rio de Janeiro; no dia 28 de maio no Teatro Cláudio Santoro, em Brasília; nos dias 30 e 31 de maio no Via Funchal, em São Paulo; no dia 3 de junho no Teatro Castro Alves, em Salvador; no dia 5 de junho no Teatro Guaíra, em Curitiba; e nos dias 6 e 7 de junho no Porto Alegre Bourbon, em Porto Alegre.
Por aqui eles apresentam “Lanterna Mágica” (2008), de Michael Tracy em colaboração com Andrew Herro; “Pseudopodia” (1973), de Jonathan Wolken; “Rushes” (2007), de Inbal Pinto, Avshalom Pollak e Robby Barnett; “Symbiosis”, de Michael Tracy com a colaboração de Otis Cook e Renée Jaworski; e “Megawatt” (2004), de Jonathan Wolken.
Fundada por Moses Pendleton — que mais tarde criou o Momix — e Jonatham Wolken, o Pilobolus foi o primeiro grupo moderno a juntar à dança técnicas de força física, improvisação cênica e muitos efeitos visuais e de luz, apresentando ao público coreografias abstratas muito diferentes dos então padrões tradicionais da dança. Em 2007, tiveram uma de suas maiores consagrações: foram convidados para se apresentar na cerimônia do Oscar, vista por mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, apresentando os filmes indicados ao prêmio principal.
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HISTÓRIA— Pilobolus, o organismo artístico, germinou no solo fértil de uma sala de aula no Dartmouth College, em 1971. O que emergiu foi um processo coreográfico colaborativo e um enfoque único de compartilhamento em uma parceria, que deu à jovem companhia um novo conjunto de habilidades não-tradicionais mais poderosas para criar coreografias. O grupo foi logo aclamado por sua surpreendente mistura de humor e invenção. O grupo está dividido em três ramos principais de atividade: Pilobolus Dance Theatre, uma companhia itinerante integrada por sete pessoas; o Pilobolus Institute, um guarda-chuva para toda a programação educacional; e o Pilobolus Creative Services, uma estrutura administrativa que permite coordenar atividade criativa tanto com as organizações comerciais quanto artísticas fora da companhia.
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PARA VER —Pilobolus, em São Paulo. As apresentações acontecem na Via Funchal (rua Funchal, 65), nos dias 30 de maio, às 21h, e no dia 31 de maio, de às 20h. Os ingressos custam entre R$ 40 e R$ 150. Datas, local, horários e valores foram enviados pelos organizadores. Mais informações: pilobolus.org.

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