sexta-feira, 24 de abril de 2009

A vez do Jazz Dance


Marcela Benvegnu

Faltam poucas horas para o início do 1º Congresso de Jazz Dance no Brasil. O coração de alguns bate mais forte, a unha de outros nem existe mais. Muitos já deixaram as suas casas, estão na estrada, no avião, outros ainda afivelam as malas para mergulharem no fantástico universo dessa arte esquecida. E foi para elevá-la a um lugar de destaque no cenário da dança mundial que este congresso foi criado. A maratona começa amanhã e vai até terça-feira, dia 21, em Indaiatuba.
Se te deu vontade de participar, prepara-se para o ano que vem porque as inscrições estão esgotadas desde o final do mês de março. O evento recebe bailarinos de diversos Estados e cidades, com destaque para Belém, Goiânia, Rio de Janeiro, Florianópolis, Uberlândia, Uberaba, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, e outros. Os mais de 140 alunos tiveram que ser divididos em duas turmas, a Turma A — Joyce Kermann, e Turma B — Lane Dale — para um melhor aproveitamento das aulas
Os nomes das turmas são uma homenagem a grandes representantes do jazz dance no Brasil e no mundo. Joyce teve uma das primeiras companhias profissionais de jazz dance no país, e Dale foi o primeiro coreógrafo de um trabalho de jazz, que se conheceu aqui, ao lado de Jojo Smith, no conhecido “The Brazil Export Show”.
Esta primeira edição do congresso traz ao país a bailarina e coreógrafa Sue Samuels, que integrou o “The Brazil Export Show” e é co-fundadora da Jo Jo’s Dance Factory, em Nova York — leia-se a companhia de Jojo Smith — que posteriormente se tornou a Broadway Dance Center, onde atua até hoje. A coreógrafa e diretora do departamento de jazz e programa de jazz para crianças no Fort Lauderdale Ballet, na Flórida. Ainda no cast dos internacionais está Rose Calheiros, brasileira, radicada na Alemanha há mais de 20 anos. A coreógrafa protagonizou espetáculos como “Chorus Line”, “West Side Story”, “Cabaret” e outros. Sem contar que coreografou “Anything Goes”, “Crazy for You”, “Evita”, e “Drácula”.
Entre os brasileiros está Caio Nunes, coreógrafo de grandes musicais e de diversos trabalhos para televisão, como “Se Eu Fosse Você 2”; a coreógrafa Christiane Matallo, que embarca na semana que vem para Sttutgart, na Alemanha, para participar do Tap Reloaded; a diretora residente do Galpão 1 Academia, de Indaiatuba, Érika Novachi, que é professora e coreógrafa de lyrical jazz desde 1995; a difusora de cultura negra Cinthia Vilas Boas, e outros. As inscrições para as aulas que acontecem durante os quatro dias do evento estão esgotadas.
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PARALELO — Amanhã a primeira atividade paralela do 1º Congresso Internacional de Jazz Dance é uma palestra sobre história do jazz dance, às 18h, no Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela (rua das Primaveras, 210). Mas é no domingo que o público terá a chance de saber e ver mais sobre esta arte. Às 20h, no Centro Integrado de Apoio à Educação de Indaiatuba (Ciaei — avenida Engenheiro Fábio Roberto Barnabé, 3.665), acontecerá a Mostra Comentada. Na ocasião, grupos de jazz dance apresentam seus trabalhos para professores e convidados e depois ouvem seus comentários. A entrada é gratuita e a abertura e encerramento da noite fica a cargo do Galpão 1.
Na segunda-feira, dia 20, a última atividade paralela é uma mesa-redonda — Os Caminhos do Jazz Dance: O Musical que Compete com Jazz, que (quase?) vira dança contemporânea que (quase) não se entende mais nada. E agora? — às 18h, no Centro de Convenções Aydil Pinesi Bonachela. A entrada é gratuita. Mais informações www.congressodejazzdance.blogspot.com.br

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