sexta-feira, 8 de maio de 2009

Africanidade contemporânea

Crédito: Mediamania

Marcela Benvegnu


Considerada a melhor companhia africana de dança contemporânea, a Compagnie Georges Momboye chega ao Brasil precedida da unanimidade da crítica internacional. Criada em 1992, e com sede em Paris, a trupe chega ao país em junho para apresentar o espetáculo “Boyakodah”, de Momboye. A turnê, que passa por Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, chega ao Teatro Municipal de São Paulo nos dias 26, 27 e 28, e integra a programação cultural do Ano da França no Brasil — França.Br 2009.

Com uma formação inusitada, pois, além de dançarinos, a companhia reúne músicos e cantores originários de países como a Costa do Marfim, Camarões, Guiné e Senegal, o grupo é reconhecido mundialmente pela sua criatividade, que une a tradição da cultura africana a elementos da dança clássica, do jazz e do hip hop. O trabalho escolhido para ser apresentado no Brasil é “Boyakodah”. Com 11 dançarinos, um cantor e quatro músicos, a montagem, cujo nome significa felicidade em guéré — língua falada do oeste da Costa do Marfim — é, segundo o próprio coreógrafo, uma ode à vida.

Em cena, os bailarinos interagem com a cuia e o bastão do pilão, objetos que são símbolos sexuais da procriação, força e harmonia. “Este trabalho busca o equilíbrio entre corpo e alma, ritmo e silêncio, evocando a maior aspiração do homem pela felicidade e prazer”, explica o coreógrafo.
Formado em dança africana desde os 13 anos de idade, Georges Momboye deixou a Costa do Marfim para se aperfeiçoar com coreógrafos do porte de Alvin Ailey, Brigitte Matenzi, Rick Odums e Gisèle Houri, cujo acento contemporâneo influenciou definitivamente seu trabalho. Ao longo de seus 17 anos de existência, o grupo se consolidou como um dos mais importantes de dança africana contemporânea.
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HISTÓRICO — A primeira coreografia do grupo — “A Paz” —, foi encomendada pela Unesco e interpretada por 50 dançarinos, projetando internacionalmente o nome de Momboye. Na seqüência vieram trabalhos como “Adjaya”, “M’bah Yoro”, “Tahaman” e outros. O ecletismo do coreógrafo se traduz também nas recriações de clássicos como “A Sagração da Primavera”, de Stravinsky, e “Prelúdio à Tarde de um Fauno”, de Debussy.

Momboye criou em Paris, em 1998, o primeiro centro de danças pluriafricanas, onde desenvolveu uma linha pedagógica que fez escola e foi adotada na Europa, Estados Unidos, América Latina e Ásia. Em dezembro de 2005, estreou “Afrika Afrika”, espetáculo itinerante que reuniu mais de 100 dançarinos, músicos e artistas de circo em turnê pela Alemanha, Suíça e Áustria. Suas criações já foram apresentadas em grandes festivais como a Bienal Internacional da Dança, em Lyon; Santander Festival, na Espanha; no Sadler’s Theater, em Londres, e outros. Se quiser saber mais sobre a companhia vale entrar no site ladanse.com/momboye ou ver um trecho da apresentação no YouTube pelo endereço youtube.com/watch?v=GHzdZ5qlX6g.
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PARA VER — “Boyakodah”, de Momboye, com a Compagnie Georges Momboye. Dias 26 e 27 de junho, às 21h, e dia 28 de junho, às 17h, no Teatro Municipal de São Paulo. Os ingressos custam entre R$ 40 e R$ 80 e podem ser adquiridos no site ticketmaster.com.br. Datas, local, horários e valores foram enviados pelos organizadores. Mais informações (11) 2063-5087.

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