sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Fuga! mistura dança e teatro
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Veterano está em WSS
Veterano em musicais — ele já integrou “My Fair Lady” — está o piracicabano Felipe Secamilli, 25, que no momento ensaia como violinista na orquestra do musical “West Side Story”,que estréia no próximo dia 8 de março, no Teatro Alfa, em São Paulo. Inspirado na premiada coreografia de Jerome Robbins, com música de Leonard Bernstein, o musical tem versão assinada por Cláudio Botelho — como “Aída” — e direção geral de Jorge Takla.
“A concepção musical de ‘West Side Story’ é fantástica. Bernstein é um grande compositor e a peça é muito bem escrita”, fala Secamilli. “Sem contar que é de difícil execução, e a orquestra conta com músicos de alto nível. Acho que sou o mais novo deles lá.” Secamilli ensaia diariamente para a estréia desde o dia 31 de janeiro. “Na próxima semana já vamos para o fosso do teatro e aí vamos juntar instrumentistas, bailarinos e cantores. Está sendo muito prazeroso integrar novamente o elenco de um musical”, fala o violinista.
Ambientado em Manhattan nos anos 60, “West Side Story” conta a história de amor de Tony e Maria. Trata-se de uma adaptação moderna de Romeu e Julieta, de Shakespeare, que nasce em meio à rivalidade de duas gangues de rua, retratando os conflitos de uma juventude que crescia embalada ao som do mambo, do rock e inspirada na rebeldia de James Dean. O espetáculo fará curta temporada, com 100 apresentações, permanecendo em cartaz no Alfa até julho de 2008.
PARA VER - "West Side Story”. A partir de 8 de março, no Teatro Alfa (rua Bento Branco de Andrade Filho, 722), em São Paulo. De quinta e sexta, às 21h; sábado 17h e 21h, e domingo, 18h. Os ingressos variam entre R$ 40 e R$ 150. Mais informações: (11) 5693-4000.
Começa a temporada de "Aída" em SP
Marcela Benvegnu
O musical “Aída”, de Elton John e Tim Rice, que ficou em cartaz na Broadway entre 2000-2004, ganha versão brasileira a partir de hoje, 21h, no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. No palco, o público poderá conferir a atuação de uma piracicabana, a cantora e bailarina Thaís Piza, 19, que integra o elenco ao lado de 26 intérpretes, uma orquestra de 15 músicos e oito personagens principais que contam uma história de amor e dominação entre egípcios e núbios.
Na montagem, Thaís participa do coro. “Em cena todos são considerados atores, que cantam e dançam”, fala a jovem que trancou o curso de jornalismo na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) para fazer o musical. “Agora farei artes cênicas”, conta. Thaís, que já cantava na noite piracicabana e sempre fez aulas de dança, fez audição para o musical em outubro. “Os ensaios aconteceram em dezembro e janeiro e ficaremos em cartaz até abril. É uma curta temporada”. A emoção de estrear em uma montagem profissional é grande. “É muito gratificante. A gente batalha muito. Só digo que neste mundo temos sempre que estar com os pés no chão, porque fazemos muitos testes e nem sempre a resposta é um sim”, fala Thaís, que já tinha feito audições para “Peter Pan” e “Os Produtores”, musical em que ficou para os testes finais do papel principal — Ulla — interpretado por Juliana Paes.
NARRATIVA — Baseado na ópera de Giuseppe Verdi — que foi encomendada pelo governo egípcio em 1870 durante as comemorações da construção do canal de Suez — “Aída” conta a história de Radamés, capitão egípcio que é instigado pelo primeiro ministro e seu pai, o ambicioso Zoser, a dominar e conquistar a Núbia. Nas margens do rio Nilo, o capitão aprisiona um grupo de mulheres, entre elas a princesa núbia Aída, que é levada como escrava de presente para sua noiva, a egípcia Amnéris. Radamés então começa a viver uma profunda transformação emocional. De dominador, ele passa à condição de dominado, pois se apaixona pela escrava.
Em “Aída” estão veteranos em musicais como Saulo Vasconcellos, de “O Fantasma da Ópera” e “A Bela e a Fera”; Andrea Marquee, de “Nas Raias da Loucura” e “Rent”; Corina Sabbas, de “Grease” e “Disney para Piano e Voz”, além de Nina Morena (filha de Marília Pêra) e do ator Lui Mendes (Rede Globo). A direção e dramaturgia do musical é de Augusto Thomas Vannucci, com direção de movimento do coreógrafo carioca Caio Nunes, figurinos de Rui Cortez e supervisão de tradução de Claudio Botelho (“Sweet Charity”, “Ópera do Malandro”, “Sassaricando — E o Rio Inventou a Marchinha”).
PARA VER - “Aída”. Estréia hoje, 21h, no Teatro Cultura Artística (rua Nestor Pestana, 196), em São Paulo. O musical fica em cartaz de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 18h. Ingressos custam entre R$ 60 e R$ 150. Data, local, horários e valores foram enviados pelos organizadores. Mais informações (11) 3214-0223.
"Cara Pálida" estréia no TD

"Cara-Pálida" dá continuidade à pesquisa iniciada por Silva em 1988, com "O Homem que não Botava Ovo", e que se desenvolve ao longo de suas criações — "Tambores, Suor e Lágrimas", "Vinganças", "Tristão e Isolda", "Stress Sob as Estrelas", "Cachorro sem Dono", "Súbito Prazer", entre outros trabalhos — como investigação do universo masculino ocidental. O espetáculo se constrói no compromisso com a cena contemporânea, focando, por vezes com certa ironia, o indivíduo e sua responsabilidade em administrar as escolhas que faz diante de seus medos e incertezas.
Para Silva, "Cara-Pálida" é um corpo-ocidental domesticado, mas que aceita a utopia como forma regeneradora da sua existência e, portanto, de sua linguagem. "Ao aceitar os limites, o espetáculo transcende a própria materialidade e conduz ao resgate da capacidade de restauração de uma percepção sensorial elementar e integral", fala. "A natureza do ‘Cara-Pálida’ revela o não-conformismo no momento em que não se confina exclusivamente no território já conhecido e reconhecível, mas aventura-se por caminhos ainda não explorados, num imanente questionamento".
Ao assumir o risco da investigação, a dança desdobra-se em possibilidades compositivas inusitadas, mesmo que, por vezes, de forma quase previsível. "Cara-Pálida" roteiriza poemas, afirma o coreógrafo que apresenta o trabalho com o auxílio de Suiá Ferlauto na criação do espaço, Daniel Fagundes na trilha e Carlos Gaúcho na iluminação.
O espetáculo tem duração de 60 minutos e não é recomendado para menores de 12 anos.
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Sambateado outra vez

Marcela Benvegnu
A “Folha de S. Paulo” já anunciava na semana anterior ao desfile das escolas de samba do grupo especial: ‘Na Mocidade Alegre, um grupo de dança irá mostrar a fusão do samba com o sapateado”. Eles se referiam ao sambateado, que depois foi notícia em “O Globo”, “O Estado de S. Paulo”, “Folha de S. Paulo” e “O Diário de São Paulo”, além de aparições e matérias de TV.Quem não viu e aqueles que querem um novo “bis” do estilo, têm a chance de assistir novamente hoje, ao desfile das escolas de samba campeãs do Carnaval de São Paulo 2008.
Entre elas, a Mocidade Alegre, vice-campeã, com o enredo, “Bem-Vindo a São Paulo. Sabe Por Quê? Porque São Paulo é Tudo de Bom”, e que teve pela primeira vez na história do Carnaval paulista uma ala dedicada ao sapateado.Intitulada Ala Sapateia São Paulo, o trabalho assinado pela coreógrafa, musicista e sapateadora Christiane Matallo — que no ano passado já sambateou na avenida pela Mocidade — , retrata os próprios sapateadores, além de ser homônima ao evento que promove em São Paulo, para comemorar o Dia Internacional do Sapateado, que agora tem Lei no Brasil.
A ala conta com 21 sapateadores oriundos de São Paulo, Itatiba, São José dos Campos, Sorocaba, Piracicaba e Campinas. “É a união. A integração, o que eu sempre quis para o sapateado no Brasil”, fala a coreógrafa, criadora do “sambateado”. “O que fazemos na passarela é um diálogo com a bateria, sendo que o nosso instrumento está nos pés. É a união do samba com o sapateado”.
Christiane ministra aulas semanais de sambateado para a comunidade da Mocidade Alegre há um ano.O figurino dos sambateadores desenhado pelo carnavalesco Zikson Reis é todo azul royal; assim como o sapateado de sapateado confeccionado especialmente para o trabalho, pela Só Dança; com borracha especial para dias de chuva, trabalho de desenvolvimento acústico e material mais leve. “Tudo foi feito e pensado para que os bailarinos profissionais tivessem na passarela a mesma segurança e desenvoltura que têm no palco, afinal, são mais de 20 minutos direto de coreografia”, fala Christiane.
Hoje, a festa começa às 22h, com o desfile da Leandro de Itaquera, segunda colocada no Grupo de Acesso, que volta ao Grupo Especial em 2009. Em seguida, desfilam Unidos do Peruche, campeã do Grupo de Acesso, e as quatro primeiras colocadas do Grupo Especial na ordem inversa, Tom Maior, Rosas de Ouro, Unidos da Vila Maria, Mocidade Alegre e Vai-Vai. A transmissão é feita pela Rede Globo e Band.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
A vez do contato-improvisação
Thank you, Dance!
by Judy Smith "
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