terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Começa a temporada de "Aída" em SP


Marcela Benvegnu

O musical “Aída”, de Elton John e Tim Rice, que ficou em cartaz na Broadway entre 2000-2004, ganha versão brasileira a partir de hoje, 21h, no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. No palco, o público poderá conferir a atuação de uma piracicabana, a cantora e bailarina Thaís Piza, 19, que integra o elenco ao lado de 26 intérpretes, uma orquestra de 15 músicos e oito personagens principais que contam uma história de amor e dominação entre egípcios e núbios.

Na montagem, Thaís participa do coro. “Em cena todos são considerados atores, que cantam e dançam”, fala a jovem que trancou o curso de jornalismo na Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) para fazer o musical. “Agora farei artes cênicas”, conta. Thaís, que já cantava na noite piracicabana e sempre fez aulas de dança, fez audição para o musical em outubro. “Os ensaios aconteceram em dezembro e janeiro e ficaremos em cartaz até abril. É uma curta temporada”. A emoção de estrear em uma montagem profissional é grande. “É muito gratificante. A gente batalha muito. Só digo que neste mundo temos sempre que estar com os pés no chão, porque fazemos muitos testes e nem sempre a resposta é um sim”, fala Thaís, que já tinha feito audições para “Peter Pan” e “Os Produtores”, musical em que ficou para os testes finais do papel principal — Ulla — interpretado por Juliana Paes.


NARRATIVA — Baseado na ópera de Giuseppe Verdi — que foi encomendada pelo governo egípcio em 1870 durante as comemorações da construção do canal de Suez — “Aída” conta a história de Radamés, capitão egípcio que é instigado pelo primeiro ministro e seu pai, o ambicioso Zoser, a dominar e conquistar a Núbia. Nas margens do rio Nilo, o capitão aprisiona um grupo de mulheres, entre elas a princesa núbia Aída, que é levada como escrava de presente para sua noiva, a egípcia Amnéris. Radamés então começa a viver uma profunda transformação emocional. De dominador, ele passa à condição de dominado, pois se apaixona pela escrava.

Em “Aída” estão veteranos em musicais como Saulo Vasconcellos, de “O Fantasma da Ópera” e “A Bela e a Fera”; Andrea Marquee, de “Nas Raias da Loucura” e “Rent”; Corina Sabbas, de “Grease” e “Disney para Piano e Voz”, além de Nina Morena (filha de Marília Pêra) e do ator Lui Mendes (Rede Globo). A direção e dramaturgia do musical é de Augusto Thomas Vannucci, com direção de movimento do coreógrafo carioca Caio Nunes, figurinos de Rui Cortez e supervisão de tradução de Claudio Botelho (“Sweet Charity”, “Ópera do Malandro”, “Sassaricando — E o Rio Inventou a Marchinha”).

PARA VER - “Aída”. Estréia hoje, 21h, no Teatro Cultura Artística (rua Nestor Pestana, 196), em São Paulo. O musical fica em cartaz de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 18h. Ingressos custam entre R$ 60 e R$ 150. Data, local, horários e valores foram enviados pelos organizadores. Mais informações (11) 3214-0223.

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