terça-feira, 31 de julho de 2007

Linguagens em movimento


Marcela Benvegnu

Aceita essa dança? Esta é uma das frases do vídeo de educação de platéias que é exibido durante as noites competitivas do Festival de Dança de Joinville. Não é preciso dizer que a película é muito bem produzida e toca em pontos muito importantes, porém, o público parece ainda não entender o seu lugar como um bom espectador. Na segunda noite competitiva, o silêncio das primeiras coreografias de dança contemporânea solo masculino categoria avançada parecia atrapalhar parte da platéia presente no Centreventos Cau Hansen.
Isso porque em meio às coreografias ouviam-se gritos, risadas e mais gritos. A situação causava certo desconforto para quem estava no palco apresentando o resultado de meses de ensaio. É triste pensar (perceber e constatar) que uma platéia formada em sua maioria por bailarinos, não seja capaz de respeitar a própria classe. Será essa a melhor forma de aceitar a dança?
Melhor falar dela. O primeiro trabalho da noite foi "Visceral", com o Ballet Ana Araújo de São José dos Campos (SP), executado pelo talentoso Devidson Santos de Farias. A coreografia de Ana Araújo aliou projeções em vídeo aos movimentos fortes, bem executados e colocados em cena, às composições de Louis Armstrong, Vries e Hooper.
Quem também prendeu o olhar do público foi o coreógrafo-intérprete Eduardo Menezes, com sua “Dança Tocada”, pela Art & Dança de Canoas (RS) e Lincon Vieira Soares, com “Desalinhar”, pela Cia. Lincon Soares, de Florianópolis (SC), que misturou dança de rua com dança contemporânea. De fato a noite de sexta-feira foi pontuada por boas idéias e trabalhos de pesquisa, que revelam a multidisciplinaridade da linguagem da dança contemporânea hoje. Esse é o caminho.
Também na competição do dia estavam os esperados grupos de dança de rua conjunto (júnior e sênior). O que chamou atenção foi a forma como as garotas dominaram o palco. O Grupo de Dança Gahp, de Blumenau (SC), que apresentou um trabalho pertinente à categoria júnior e a Sky Cia. de Dança, de São José dos Pinhais (PR), que ainda precisa prestar mais atenção com as formas de concepção, tinham seu elenco todo formado por meninas.
Como era de se esperar, a grande atração da noite foi o Grupo de Dança Millennium, de Itajaí (SC), com seu impecável, “Movin’ Soul”, de Thurbo Braga. O grupo muito bem entrosado mostrou uma dança forte e sincronizada, que soube se colocar em cena. Os desenhos coreográficos foram estudados cuidadosamente e trouxeram ritmo a coreografia. Braga tem se revelado um excelente coreógrafo, daqueles que deixam um gosto de quero mais. Até o agradecimento foi digno de aplausos, porque o agradecimento de alguns trabalhos...
É bom dizer que o agradecimento é parte final da coreografia e que ela só termina quando os bailarinos saem do palco. Como diz o famoso ditado, “para bom entendedor, meia palavra basta”.


2 comentários:

Ana Luiza disse...

Olá, meu nome é Ana Luiza, sou do grupo Sky Cia De Dança, e eu gostaria de asaber mais sobre oque vc acha do Sky, suas críticas são boas, e os grupos precisam disto.
Infelizmente nós não pudemos ir à reunião com os jurados em Joinville, por isso queria te pedir para conversar comigo á nosso respeito!!..
pode ser?
o meu e-mail e MSN é anameida@hotmail.com
eu ficaria muito grata com sua resposta!!!
Obrigada.
=D

wilk disse...

gostaria muito de comunicar-secom vcs sou professor de treet dance me add no msn?
wilkloukinho@hotmail.com
ficaria muito grato!