segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Borelli remonta ‘Jardim de Tântalo’


Marcela Benvegnu

O objetivo da Borelli Cia. de Dança entre os dias 25 e 28 de setembro, no Teatro de Dança, em São Paulo, é comemorar 11 anos de trajetória. Para isso optou por remontar “Jardim de Tântalo”, que reflete sobre a insanidade, sobre outro estado de segregação social, aquele em que se encontra quem não se ajusta aos padrões formais de comportamento.

A montagem faz parte do projeto Cantos Malditos, que tem como objetivo remontar e apresentar alguns dos espetáculos mais significativos do repertório da companhia, como “Senhor dos Anjos” (inspirado na vida e obra de Augusto dos Anjos), e “Bent, o Canto Preso” (da obra teatral de Martin Sherman). Neste projeto há ainda uma nova criação: “Che Guevara” (título provisório, inspirada na vida e obra de Ernesto Che Guevara).

“Jardim de Tântalo” é, na mitologia, um lugar em que, apesar de irreal, acontecem torturas e também no qual um personagem foi condenado pelos deuses a passar fome e sede por ter roubado seus manjares. Neste universo insano, as noções de tempo e espaço se apresentam completamente alteradas e, portanto, o real e o não-real confundem-se assombrosamente, a ponto de desencadear outro tipo de olhar, instaurando um elemento fascinante: o saber.

O espetáculo estreou no Centro Cultural São Paulo em 2001 e foi apresentado no Festival Internacional de Londrina. No elenco figuram Daniella Rocco, Edson Calheiros, Elisângela Ferreira, Elizandro Carneiro, Robson Ferraz, Vanessa Macedo, Roberto Alencar (bailarino convidado) e Mariana Costa (estagiária).

Os quatro trabalhos do projeto Cantos Malditos têm em comum justamente a investigação sobre o pensamento que resiste à massificação, que se contrapõe à transformação da vida em mercado e do ser humano em mercadoria e que trafega na contramão do mercado cultural.
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MAIS DANÇA — No dia 30 de setembro, às 14h, com coordenação de Uxa Xavier, terá início o Casa Aberta, novo programa do Teatro de Dança em que serão realizados encontros especiais voltados à formação e investigação da dança com aulas abertas, simpósios, debates, ensaios abertos programados por coletivos, universidades, grupos de estudos, pesquisa e curadores especiais. Na ocasião, os grupos selecionados no projeto Mapa Cultural Paulista (categoria dança), participam de vivências especiais e apresentam seus trabalhos, que são debatidos por especialistas. Entre eles estão o Grupo Faces Ocultas, de Salto, e o Grupo Camafeu, de Dracena.

Um comentário:

Ude disse...

Já que "tudo é dança", vamo saí dançando.... aliás, a vida é realmente um monte de passos...a gente dança pra cá, dança pra lá.... risos.... Doro ocê!!!!
bjão!