segunda-feira, 2 de março de 2009

Entre Solos, Duos e Trios

crédito: Arnaldo Torres

Marcela Benvegnu

O conhecido Centro Cultural São Paulo é no mês de março de palco para um dos mais importantes eventos da dança contemporânea brasileira. De 4 a 29 de março, o Solos, Duos e Trios agita o espaço, e conta com a participação de nomes consagrados do meio. O objetivo do evento é ampliar a expressão dança contemporânea, suas possibilidades de convivência de idéias de danças e de processos em estágios múltiplos e ampliar o território da criação para um corpo que dança com novos criadores intérpretes.
Em 2009 o evento será dividido em dois programas. No primeiro, o traço característico é a presença de experientes coreógrafos intérpretes. Jorge Garcia aparece com “Nihil Obstat”, um solo que atenta à volatilidade da criação corporal. O trabalho atenta para a liberdade de criação e a possibilidade de transformação, em cada lugar e a cada momento.
Já Diogo Granato, acompanhado de Clarice Lima, apresenta “Dueto”, um exercício em cima da improvisação e coreografia inspirada na música do jazz. “Corpoético”, de Miriam Druwe, com Adriana Guidotte, Miriam Druwe e Tatiana Guimarães — que poderá ser visto em Piracicaba no mês de março no Teatro Municipal “Dr. Losso Netto” — busca um estado de brincadeira com a construção da palavra corporal.
O segundo programa — entre 18 a 29 de março — traz novos coreógrafos e experimentações. O Coletivo de Solos, formado por inúmeros intérpretes e coordenado por Samanta Barros apresenta o projeto “Solos e Reverberações” formado por trabalhos como “O Cego e o Aleijado”, de Alan Scherk; “Entre Contenções”, de Eduardo Fukushima; “Entre”, de Isabel Hölzl; “Porcorpo”, de Manuela Figueiredo; “Um Conto de um Ponto”, de Manuela Afonso; “Uma História Encerrada no Mundo”, de Marcelo Moraes; “Parto da Dança/Noite Escura”, de Ricardo Neves; “O Princípio da Incerteza”, de Samanta Barros, e “Ecologias: Espaços Onde Não Há Mais Espaço ou Pequenos Transbordamentos de Dentro Para Fora”, de Suzana Bayona.
Vale à pena se atentar aos trabalhos de Jorge Garcia, Diogo Granato e Miriam Druwe. Garcia, atuou na Cisne Negro Cia. de Dança e no Balé da Cidade de São Paulo (1997). Fundou o P.U.L.T.S. Teatro Coreográfico e criou a cena coreográfica para o filme “Carandiru”, de Hector Babenco e para “Baile Estelar”, sob direção de José Possi Neto. Atualmente dirige a J. Garcia & Cia. Granato sempre se firmou no cenário da dança contemporânea como um criador e intérprete. É criador da Cia. Nova Dança 4 há doze anos, e diretor do Silenciosas e do Grupo de Terça. Miriam Druwe dirige sua companhia desde 1996 e integrou como bailarina importantes companhias — Balé da Cidade de São Paulo, Cisne Negro, República da Dança e Terceira Dança.

PARA VER — Solos, Duos e Trios no Centro Cultural São Paulo (rua Vergueiro, 1.000), em São Paulo. De 4 a 29 de março. As apresentações acontecem de quarta a sábado, às 21h, domingo, às 20h. A entrada é gratuita. Mais informações (11) 3397-4002.

Um comentário:

Arthur disse...

Ser alguém souber algum contato da Samata Barros, por favor, passe-mo.